Ronaldinho quer escrever no domingo o primeiro capítulo da história do Estádio da França, em Saint-Denis. As modernas instalações do estádio construído especialmente para a realização da Copa do Mundo inspiram o artilheiro da Seleção Brasileira a lutar para ser o grande nome do Mundial com uma atuação inesquecível na final contra a equipe anfitriã. ‘‘O Saint-Denis é lindo, mas é um estádio sem história’’, afirma Ronaldinho. ‘‘Eu quero escrever o primeiro capítulo da história deste estádio.’’
Os franceses gastaram US$ 400 milhões na construção do palco no qual Ronaldinho quer se consagrar. A seleção da França participou da festa da inauguração do estádio que leva seu nome ao derrotar a Espanha por 1 a 0 em um amistoso disputado no dia 28 de janeiro deste ano. O Brasil jogou uma vez no Estádio da França, na estréia da Copa, contra a Escócia, quando venceu por 2 a 1, com gols de César Sampaio e Boyd (contra).
O jogador ficou satisfeito com a definição de Brasil e França como finalistas do Mundial de 1998. Ronaldinho diz que já previa um encontro entre as duas seleções antes mesmo da Copa começar. Ele acha a França um rival muito poderoso e que pode complicar as coisas para o Brasil.
O brasileiro mais famoso em terras francesas dividiu com o ídolo nacional Zinedine Zidane o cargo de garoto-propaganda da Copa. Grandes painéis publicitários com fotos de Ronaldinho e Zidane decoram as ruas das principais cidades francesas. O confronto entre os dois jogadores vai definir quem é o grande nome do Mundial. ‘‘Acompanho o Zidane nos jogos da Juventus de Turim e digo que ele é o jogador mais importante da Seleção Francesa.’’
A melhor arma do adversário da final, na avaliação de Ronaldinho, é o atacante Thierry Henry, de 20 anos. Habilidoso e rápido, Henry mostrou nas partidas da França ser o jogador mais perigoso do time. Ronaldinho alerta os zagueiros brasileiros para a habilidade do francês. ‘‘Gosto de ver o Henry jogar’’, confessa Ronaldinho, que na Europa não teve muitas oportunidades de ver o atleta do Monaco em ação. ‘‘É um atacante rápido que a gente vê que está se divertindo dentro de campo.’’
O brasileiro ficou muito contente depois que os médicos da Internazionale de Milão lhe garantiram que ele não vai precisar se submeter a uma cirurgia no joelho. As dores que incomodaram Ronaldinho durante todo o Mundial sumiram desde a partida contra a Holanda. Ele não deverá mais precisar das talas de proteção no local que vivia dolorido. Agora, o único problema do atacante é o tornozelo direito, que foi atingido na última partida. Nada que tire Ronaldinho do jogo no qual ele quer confirmar sua condição de melhor do mundo.
Os meias Leonardo e Rivaldo consideram o ataque da França como o ponto fraco do adversário. Os dois disseram que esse setor pode facilitar a atuação do Brasil na decisão. ‘‘O ataque deles realmente não é bom’’, afirmou Leonardo. ‘‘Tanto é verdade que os gols da equipe na vitória (2 a 1) sobre a Croácia foram marcados pelo lateral Thuram.’’
Rivaldo concorda. ‘‘Eles têm um bom toque de bola, mas fazem isso com lentidão’’, afirmou. Além da deficiência do ataque, Rivaldo disse ainda que a França não tem como estratégia os cruzamentos pelo alto, como fizeram os últimos adversários do Brasil. Para o meia, a falta desse tipo de jogada do adversário pode ser bom para a Seleção. ‘‘Tudo o que eles não exploram será benefício para o Brasil.’’

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