Dortmund - Na véspera do terceiro capítulo da saga brasileira na Copa do Mundo, o sorriso mais famoso do planeta futebol apresentou-se contaminado por uma certa impaciência do bem. Ronaldinho Gaúcho nem tentou disfarçar a ansiedade por uma atuação convincente sua, em particular, e do time no qual está escalado como protagonista. Jogador mais badalado da competição, o camisa 10 repetiu um punhado de vezes ontem que está na hora de o jogo da seleção favorita ao título crescer e aparecer.
''O time está com vontade, mobilizado, tem tudo para crescer. Está na hora'' apontou, apostando que, se o bom desempenho vier hoje, o Brasil entrará as oitavas-de-final sem polêmicas ou angústias.
Para sustentar a argumentação do craque, até o Japão ajuda. Na opinião de Ronaldinho, o time dirigido por Zico terá obrigação de atuar mais aberto do que fizeram Croácia e Austrália, porque precisa vencer. Assim, espaços podem brotar onde até agora só proliferaram retrancas. ''Talvez seja mais bonito de se ver, porque num estilo mais aberto o espaço aparece. As circunstâncias da partida devem fazer o Japão jogar mais para o ataque'', previu.
A confiança num jogo mais favorável, de preferência com uma atuação como as que que o mundo acostumou-se a ver no Barcelona, vem daí. Mas se o terceiro jogo for como os dois primeiros, Ronaldinho Gaúcho assegurou que a pressão não vai incomodá-lo. Ele entende que é assim que a banda toca, desde os títulos de melhor do mundo.
''A cobrança é normal, provocada pela situação que tenho hoje no futebol'', constatou, entoando o coro do otimismo. ''Estamos todos subindo de produção. Eu, também. Na hora certa, vou poder mostrar o máximo de que sou capaz.''
Ao contrário do xará careca da camisa 9, Ronaldinho Gaúcho não parecia incomodado com as críticas. Parou em diversos grupos de repórteres e, com paciência rara entre os craques brasileiros, respondeu a perguntas semelhantes sobre os assuntos de sempre. Liso como se estivesse em campo, driblou perguntas sobre a escalação. ''Todos querem jogar o tempo todo'', esquivando-se com ainda mais categoria quando um nome surgiu na conversa: Robinho.
''Cada jogador tem uma característica diferente, mas independentemente de quem for escalado de início, o fundamental todos darem o máximo por uma boa atuação.'' (Agência O Globo)

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