Ronaldinho é o oposto de outros capitães
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terça-feira, 28 de junho de 2005
Das Agências 
Frankfurt - Nada de cara feia, de olhar o jogo pelo ângulo da defesa e muitos anos de carreira. Se o Brasil vencer hoje, Ronaldinho Gaúcho, 25 anos, será um estranho na lista dos capitães brasileiros campeões em competições da Fifa.
Nas cinco Copas que ganhou e também na conquista da Copa das Confederações de 1997, o time nacional tinha, com a tarja de capitão, atletas com funções defensivas e mais velhos do que o meia-atacante do Barcelona. E todos eles, no lugar do sempre sorridente Ronaldinho, usavam a ''cara feia'' para impor respeito nos rivais.
Foi assim com Bellini, em 1958, Mauro, em 1962, Carlos Alberto Torres, em 1970, Dunga, em 1994 (e na Copa das Confederações-97), e Cafu, em 2002. ''É um momento maravilhoso. Posso acabar a temporada de forma perfeita, melhor impossível. Campeão com o Barcelona, ganhando prêmio (de melhor do mundo da Fifa) e sendo o capitão da seleção'', disse Ronaldinho, alvo de elogios de Carlos Alberto Parreira. ''Poucos têm o privilégio de conhecer o Ronaldinho da concentração. É um ser humano excepcional e profissional perfeito, não dá trabalho nem para o departamento médico. E ainda é ótimo sambista'', disse Parreira.
Reservas O zagueiro Luisão e o goleiro Gomes devem voltar para casa como os únicos dos 23 jogadores que Parreira trouxe para a Alemanha que não entraram em campo na Copa das Confederações. Ambos curtiram banco até agora e ainda assim não se sentem desprestigiados. Apesar do ostracismo, apostam que a convivência no ambiente da seleção, nas últimas três semanas, possa ser importante na hora em que o treinador tenha de definir o grupo para a disputa do Mundial de 2006.
A falta de oportunidade aparentemente não diminuiu o entusiasmo dos dois reservas. Gomes, por exemplo, tem sido um dos mais discretos e aplicados nos treinamentos, desde que se juntou ao grupo. Titular no PSV, da Holanda, não esteve no elenco nos jogos com o Paraguai e a Argentina, pelas Eliminatórias, e interrompeu as férias para voltar à Europa só para atender ao chamado de Parreira. Como manda o bom senso, jamais contestou sua condição de terceira opção para o gol.
Luisão não deixa por menos. A boa temporada e o título português com o Benfica o trouxeram de volta à seleção. Só por isso, se sente vitorioso e acha que compensou o sacrifício de compor o grupo na Copa das Confederações. ''Sabia desde o começo que a concorrência seria grande'', alegou. ''O Lúcio e o Roque Júnior são campeões do mundo e têm experiência demais'', elogiou. ''Era lógico que eles jogassem.''


