Ronaldinho deve fazer história em Zurique
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Eduardo Maluf<br> Agência Estado 
São Paulo - Ronaldinho Gaúcho deixou escapar, pela segunda vez seguida, a oportunidade de conquistar um título mundial em 2006. Depois de fracassar com a seleção brasileira na Alemanha, o craque teve atuação apagada, ontem, no Japão, na derrota do Barcelona para o Internacional no Mundial de Clubes. O astro gaúcho deverá, no entanto, fechar o ano com importante prêmio, o de melhor jogador da temporada, e uma marca histórica: a de ser o primeiro a conquistá-lo por três vezes consecutivas.
Em suntuosa festa na Ópera de Gala, em Zurique, a Fifa vai anunciar hoje, a partir das 17 horas (de Brasília), o vencedor do cobiçado troféu. Os concorrentes de Ronaldinho são o zagueiro italiano Fabio Cannavaro, do Real Madrid, e o meio-campista francês Zinedine Zidane, aposentado desde julho. A imprensa espanhola assegura que o brasileiro recebeu a maior votação e ficará com o primeiro lugar.
Ronaldinho chega com favoritismo pelo bom desempenho no primeiro semestre, em que comandou o Barcelona na conquista dos títulos espanhol e europeu. E também pela falta de um grande nome em 2006. O prêmio da revista France Football, bastante conceituado na Europa, ficou com Cannavaro, pela participação na Copa do Mundo. A boa presença na Alemanha lhe garantiu a condição de finalista na eleição da Fifa.
Zidane teria boas chances de desbancar Ronaldinho, se não tivesse dado a famosa cabeçada em Materazzi na final do Mundial. Sua atuação na competição até aquele momento era irretocável. Após a derrota da França para a Itália, nos pênaltis, o astro pendurou as chuteiras.
A Fifa colocou à disposição do brasileiro um jatinho para levá-lo do Japão à Suíça a tempo da festa. Ele é, afinal, a principal atração do evento. O meia-atacante fará história, caso a vitória seja confirmada. Alcançará a marca de três troféus de melhor do mundo e igualará o feito de Ronaldo (96, 97 e 2002) e Zidane (98, 2000 e 2003) com a vantagem de ter sido eleito em três anos seguidos. Em 2004, derrotou o francês Thierry Henry e o ucraniano Andriy Shevchenko e, em 2005, deixou para trás o inglês Frank Lampard e o camaronês Samuel Etoo, com larga vantagem.
Apesar de todas as honras, da badalação, do prestígio e dos contratos milionários, Ronaldinho encerra 2006 com a sensação de que poderia ter conseguido mais. Foi muito mal na principal competição da temporada a Copa da Alemanha e decepcionou no importante jogo de ontem. Na semifinal do Mundial, contra o América-MEX, deu show, mas na decisão contra o Inter desapareceu do campo, principalmente no segundo tempo.
A Fifa divulgará, também, a melhor jogadora de 2006. O Brasil tem uma representante: a atacante Marta. Além dela, disputam o prêmio a norte-americana Kristine Lilly e a alemã Renate Lingor.


