Teresópolis - Ronaldinho Gaúcho deu ontem uma rápida palestra para os jogadores da seleção brasileira Sub-17, que também estão em Teresópolis, preparando-se para o Sul-Americano da categoria que começa semana que vem, na Venezuela. O meia-atacante do Barcelona lembrou aos garotos que ele próprio já fez parte da seleção juvenil. Foi até campeão mundial, em 97, no Egito. ''É importante que vocês se empenhem nessas seleções de base porque, se forem bem, seus clubes passam a olhar para vocês com outros olhos'', disse Ronaldinho.
O ex-lateral Branco, atual coordenador das equipes de base da seleção, também se dirigiu aos jovens atletas. ''A gente tem sempre que se espelhar nos bons exemplos. O Ronaldinho já esteve na posição de vocês e hoje é o melhor do mundo''.
Os garotos ficaram maravilhados com a humildade e simplicidade de Ronaldinho. Muitos pediram para tirar fotos ao lado do craque. O mais ansioso era o meia-atacante Anderson, 16 anos, a nova sensação do Grêmio o mesmo clube em que Ronaldinho iniciou a carreira.
Além de Ronaldinho, quem também deu um exemplo bonito foi o volante Emerson. O jogador convocou a imprensa para dizer que está engajado numa campanha de libertação do engenheiro João José Vasconcellos, sequestrado no Iraque há 65 dias. A família de João foi a Teresópolis agradecer pessoalmente o apoio de Emerson. ''É com o coração aberto que recebemos mais essa iniciativa. Toda ação é bem-vinda para ajudar o nosso irmão'', disse Carla Vasconcellos, irmã do engenheiro sequestrado.
Emerson disse que seu time, a Juventus de Turim, deverá entrar em campo nos próximos jogos com camisas pedindo a libertação do brasileiro. Carla agradeceu, e lembrou também a atitude do atacante Ronaldo, que já havia gravado uma mensagem para que os sequestradores libertassem João José.
Robinho O atacante espera repetir, na seleção, o mesmo desempenho que vem tendo pelo Santos. Pela equipe da Baixada, Robinho foi destaque nas conquistas dos títulos do Campeonato Brasileiro em 2002 e 2004. Também foi vice-campeão da Taça Libertadores, em 2003.
Na seleção, no entanto, ele participou da frustrante campanha brasileira no Pré-Olímpico de 2004 o Brasil terminou sem a vaga para a Olimpíada de Atenas. ''Meu objetivo é fazer o que faço no meu clube. A cobrança é grande, mas estou preparado. Se tiver que jogar, vou dar o máximo'', disse o jogador.

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