Os empresários Ciro Antônio Rios e Roberto Campi decidiram ontem continuar administrando o Londrina Esporte Clube (LEC) até dezembro, quando termina o contrato de parceria estabelecido com os dirigentes do clube no mês passado. O rompimento unilateral do contrato e a multa rescisória de R$ 500 mil devido ao não-cumprimento do contrato por parte do Londrina – que deixou de repassar os R$ 30 mil mensais, como previa o acordo – ficaram apenas na ameaça. Um encontro ontem entre Ciro Rios e o coordenador-geral do clube, Célio Guergoletto, definiu o impasse e o Londrina segue disputando o Módulo Amarelo da Copa João Havelange com o mesmo grupo de jogadores.
A equipe permanece sendo orientada pelo auxiliar-técnico Fantick, que dirigiu o time no empate por 0 a 0 contra o América-RJ no domingo, após a saída do técnico Valter Ferreira (leia texto nesta página).
A parceria, de acordo com Ciro Rios, segue sem que o clube seja obrigado a repassar os R$ 30 mil mensais. ‘‘Vamos tocar o time com o que eu e o Campi conseguirmos até 31 de dezembro, em respeito à cidade’’, afirmou Rios, que comunicou o resultado da reunião com Guergoletto aos jogadores.
A conversa, longe da imprensa, com o grupo no gramado do VGD, durou mais de 30 minutos. O empresário explicou que não haveria mais a contrapartida dos R$ 30 mil por parte do Londrina e que poderia haver atraso nos salários. ‘‘Eles (jogadores) compreenderam a situação e acataram a decisão de continuar defendendo o Londrina’’, contou Ciro Rios.
Nem todos. O lateral-esquerdo Rômulo pediu para ir embora, mas em seguida mudou de posição. Os demais jogadores decidiram permanecer no time, como o zagueiro Campagnollo. ‘‘Demos um voto de confiança ao Ciro e ao Roberto, que estão cumprindo o mínimo, independente de entrar mais dinheiro’’, disse.
Rios afirmou ainda que o time terá mais três ou quatro reforços. Ele descartou os jogadores oferecidos gratuimente pelo major Vieira, do Atlético Sorocaba, clube da terceira divisão paulista. ‘‘São jogadores que não conseguiram clubes e não acrescentariam nada ao Londrina’’, justificou.
Célio Guergoletto, por sua vez, garantiu que está empenhado em conseguir ajuda financeira sem ‘‘nenhum compromisso’’ formal. ‘‘No que depender de mim, vou ajudar’’, afirmou. Ele deve tentar um contato com a Sercomtel para tentar fechar um patrocínio de R$ 15 mil ao clube. Guergoletto disse não haverá mais problemas na relação com os parceiros: ‘‘O Campi me pediu desculpas pelas declarações que ele deu à Folha e está tudo bem.’’
Valter Ferreira pode voltar a dirigir a equipe

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