Ele poderia ter sido engenheiro agrônomo (acabou desistindo do curso em 1992), comerciante (a família é tradicional no ramo em Londrina) ou até jornalista, já que gosta de escrever. Mas o paranaense Rogério Aoki Romero, 28 anos, preferiu dedicar-se à natação. E se deu bem: é um dos mais respeitados atletas desta modalidade no País.
Rogério Romero tem no currículo, entre outras conquistas, a medalha de ouro nos 200 metros costas nos Jogos Pan-Americanos de 1991, em Cuba; a medalha de prata na Copa Latina, na Itália, em 1993 e a medalha de bronze nos Pan-Americanos da Argentina. Além disso, chegou à final nas Olimpíadas de 1988, em Seul e quebrou recordes brasileiros, sul-americanos e até o continental, em 1991.
Mas uma marca que Rogério Romero conseguiu e que dificilmente será superada por outro nadador brasileiro é a conquista do ouro no Troféu Brasil por 12 vezes. Ainda em forma, obteve a última vitória nesta competição recentemente, defendendo o Minas Tênis Clube. ‘‘Os amigos já estão até brincando que ele é o Silvio Caldas das piscinas’’, diz a mãe do nadador, dona Odete, sempre bem humorada. Ela e o marido, seo Joaquim, sempre deram a maior força ao filho.
Piu, como é chamado pela família, nasceu em Londrina no dia 22 de novembro de 1969. Começou a nadar na Associação Cultural e Esportiva Londrinense (Acel), transferiu-se em 1986 para o Golfinho, de Curitiba e, no início dos anos 90, passou a defender o Minas Tênis, de Belo Horizonte.
Folha - Depois da vitória no Troféu Brasil, quais são seus planos?
Rogério - Enquanto tiver apoio, vontade e resultados, vou continuar nadando.
Folha - O que representa para você escrever uma coluna no jornal?
Rogério - Gosto escrever. Eu e meu irmão, que cursa jornalismo, fazemos um jornalzinho sobre natação, o ‘Swimming It Up’. Fiquei muito feliz com o convite. Principalmente porque se trata da Folha, um jornal da minha terra, que é muito respeitado e tem grande circulação.

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