Arquivo FolhaRogério Romero volta hoje com uma medalha de bronzeO londrinense Rogério Romero, do Excel/Minas, ganhou ontem, a medalha de bronze na prova dos 100 metros costas da terceira etapa da Copa do Mundo de Natação, disputada em piscina de 25 metros, em Pequim. O recordista sul-americano da especialidade, de 28 anos, obteve o tempo de 54s97. O ouro ficou com o croata Tomislav Karlo, com 54s26, seguido do australiano Geoffrey Huegill, com 54s63.
Nos 100 metros livres, o vencedor foi o russo Aleksandr Popov, o grande destaque do torneio, com 48s99. O bicampeão olímpico e mundial não precisou repetir suas melhores atuações para manter a hegemonia na especialidade. O australiano Richard Upton terminou em segundo lugar, com 49s73, seguido do italiano Loreneo Vismara, com 49s85.
Rogério Romero inicia hoje viagem de volta ao Brasil, onde participará entre os dias 6 e 8 da quarta etapa do torneio, na piscina do Vasco da Gama, no Rio.
DopingA etapa chinesa da Copa do Mundo sofreu o boicote de vários países por causa dos diversos casos positivos de doping de nadadores do país. Aliás, o controle de drogas foi um dos principais assuntos do torneio. A Federação Internacional de Natação (Fina), por exemplo, anunciou ontem, que convocará uma reunião extraordinária dos integrantes do congresso médico da entidade, nos dias 5 e 6, na cidade suíça de Lausanne, para modificar a atual legislação antidoping.
O congresso será formado por representantes de todas as federações filiadas à Fina e cada entidade terá direito a um voto. As propostas a serem debatidas foram enviadas por diversas associações nacionais.
Uma comissão da Fina esteve em Pequim, em janeiro, para investigar o escândalo dos casos positivos de doping, ocorridos durante o Mundial de Desportes Aquáticos, em Perth, na Austrália, também em janeiro. No torneio, cinco atletas e um treinador da China foram punidos. A Associação Chinesa de Natação anunciou, durante a visita dos representantes da Fina, uma série de medidas para combater o uso de drogas no esporte. As autoridades prometem um número maior de testes antidoping este ano (600) e punições mais severas para todos os casos positivos.

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