Agência Folha
De São Paulo
O especialista no nado costas Rogério Romero, 30 anos, aposta em sua ‘‘americanização’’ para estabelecer um recorde. Ele busca sua quarta Olimpíada, fato inédito entre nadadores brasileiros, durante o Troféu José Finkel, o Brasileiro absoluto da modalidade, que começa hoje e prossegue até domingo, no Rio.
No início do ano, Romero seguiu o caminho da maioria dos atletas da seleção e foi treinar nos EUA. Desde março, nada sob orientação de Michael Lohberg, técnico de Fernando Scherer. ‘‘Foi uma tentativa de mudança nos treinos’’, disse Romero, que viajou com sua namorada, a também nadadora Patrícia Comini.
O início não foi bom. Não conseguiu índice para o Pan-Americano de Winnipeg e ficou de fora da seleção pela primeira vez desde o Pan de Indianápolis, em 1987. ‘‘Sabia que era uma marca difícil e já estava preparado para uma eventual ausência na seleção.’’
Após o Pan, Romero nadou duas etapas da Copa do Mundo, em piscina curta (25 m). Foi o destaque do país, com uma medalha de prata e duas de bronze. Melhorou seu recorde sul-americano dos 200 m costas, com 1min55s79 – marca que baixaria na etapa brasileira da Copa, no Rio, com 1min55s78. Além disso, venceu três provas e obteve o melhor índice técnico da competição. ‘‘Melhorei meu tempo depois de sete anos. É um estímulo para conseguir o índice olímpico.’’ O tempo exigido para Sydney-2000 nos 200 m costas é 2min01s70 (piscina de 50 metros). A melhor marca de Romero é 2min00s99, em Barcelona-92.
Tradicionalmente, o José Finkel é disputado em piscina curta (25 metros), mas este ano será em piscina olímpica e vale como seletiva para os Jogos de Sydney-2000. Será a quarta de seis competições nas quais os atletas podem obter o índice para a Olimpíada.

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