Rio - Perto de se aposentar, Romário, de 42 anos, vive um inferno astral. Um dia após se desligar do Vasco, alegando interferência do presidente Eurico Miranda em seu trabalho como treinador, ele recebeu uma má notícia: o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rubens Approbato, indeferiu pela terceira vez o pedido de efeito suspensivo para o centroavante voltar a atuar.
O recurso movido pelo craque, que cumpre suspensão de 120 dias por doping, será julgado no dia 14 de fevereiro pelo Pleno (última instância) do STJD. Caso sua pena não seja reduzida, Romário só poderá voltar a jogar no dia 6 de abril, o que lhe deixaria totalmente desmotivado.
Com tanta indefinição, o atacante Romário está perdido: não decidiu ainda que rumo vai tomar. Ele pode ter feito sua última partida oficial no dia 4 de novembro de 2007, quando o Vasco perdeu para o Internacional, por 2 a 1, em São Januário.
Uma coisa é certa: sua relação com Eurico se desgastou desde que assumiu, a contragosto, o cargo de treinador. Ele criticou a qualidade do elenco, não aprovou a viagem para os Emirados Árabes em plena pré-temporada do time, teve de engolir a contratação do atacante Edmundo e se irritou com a defesa do Vasco no seu caso de doping.
O vice-presidente de Futebol do Flamengo, Kléber Leite, vai apresentar um projeto para Romário que vai além do jogo de despedida com a camisa flamenguista. ''Romário merece uma despedida digna.''

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