Rio de Janeiro - Romário acertou sua saída do Fluminense e também a transferência para o Vasco, onde vai disputar o Campeonato Carioca de 2005, embora ainda não tenha formalizado o acordo com o clube que o revelou nos anos 80. Para amigos mais próximos, Romário comentou que quer evitar estresse até o final do ano, dedicando-se à prática de futevôlei nas praias do Rio e à organização do jogo que marcará sua despedida internacional, em 11 de novembro, entre a seleção do tetracampeonato e um combinado mexicano, nos Estados Unidos.
O presidente do Fluminense, David Fischel, conversou com Romário por telefone à tarde e disse depois que o atacante estava tranquilo e disposto a facilitar o rompimento de contrato. Pela rescisão, o Tricolor deve arcar com cerca de R$ 250 mil. Uma quantia um pouco maior, referente à direito de imagem, tem de ser paga a Romário pelo patrocinador do Fluminense, a Unimed. ''Não havia mais ambiente no clube. É como um casamento que desanda. Então cada um deve seguir o seu rumo'', declarou Fischel.
Romário chegou a ser aguardado em São Januário, mas foi demovido da idéia pelo próprio presidente do clube, Eurico Miranda, temeroso de que a visita do atacante desconcentrasse a equipe, na semana de uma partida importante, contra o Flamengo. O vice-presidente de Futebol do Vasco, José Luís Moreira, explicou que não há pressa para a apresentação de Romário, até porque o jogador está impossibilitado de atuar por outro clube no atual Campeonato Brasileiro. ''Vamos tratar do assunto sem afobação'', disse Moreira.
A intenção do Vasco é promover uma festa após o Carioca de 2005 para marcar o encerramento da carreira de Romário. O técnico Joel Santana recebeu bem a informação de que poderá contar com o atacante no primeiro semestre do próximo ano. ''Ele é um atleta diferenciado, sempre será bem vindo'', afirmou Santana. ''Nunca tivemos problemas. Ele é profissional; eu, também.'' O treinador lembrou que ganhou com Romário títulos importantes pelo Vasco o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul, em 1994, por exemplo.
Para o técnico do Fluminense, Alexandre Gama, pivô da crise que culminou com o afastamento de Romário, o incidente já foi superado. ''Não quero falar de novo do assunto. Posso ser mal interpretado'', disse Gama, reconhecendo que também sofreu desgaste com o problema. Ele entrou em choque com Romário ao barrá-lo no Fluminense e ao apostar em Ronaldo como o melhor jogador surgido no País depois de Pelé. Dias antes, Romário se autoproclamara praticamente como o sucessor do Rei Pelé.
Flamengo O técnico do Flamengo, Ricardo Gomes, preferiu adotar a estratégia utilizada por Joel Santana, que proibiu filmagens de parte do treino na terça-feira, com o objetivo de não dar ''armas'' ao Vasco para o clássico de domingo, no Maracanã. Tamanho mistério tem um sentido claro para o treinador rubro-negro: orientar o meia Felipe no coletivo para escapar da marcação adversária.

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