Rio - A briga entre o ex-jogador Romário e o Vasco, time em que encerrou a carreira, ganhou um novo capítulo ontem. O juiz Mauro Nicolau Junior determinou a penhora de 5% dos direitos econômicos dos jogadores do Dedé, Nilton, Fellipe Bastos e Eder Luis ao ex-atacante e hoje deputado federal. A decisão ainda ordena a retenção de cotas de patrocínio.
A decisão atende uma cobrança de Romário no valor de R$ 58 milhões em razão de uma dívida que o clube teria com ele. O ex-atleta afirma ter um documento assinado pelo ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, em que está comprovado a pendência financeira. Porém, o clube desconhece o registro e deve recorrer da decisão - o pagamento deixou de ser realizado em julho de 2008, data do começo do primeiro mandato da gestão do presidente Roberto Dinamite.
''Enquanto não se anula a dívida, teoricamente o Vasco segue como devedor. Então, a Justiça vai penhorando os bens do clube, é normal. Mas os valores ficam apenas depositados, não vão para o Romário. E, nesse caso, ainda dependeriam de negociação futura. O Vasco não reconhece essa dívida e vai continuar trabalhando nessa ação'', explicou o advogado do Vasco, Marcelo Macedo.
Segundo ele, fora o recurso que levará o caso a outra instância, o Vasco prepara há algum tempo um processo para que Romário devolva ao clube os R$ 8 milhões que já foram repassados a ele entre 2004 e 2008.
Romário alega que emprestou dinheiro ao Vasco e tem como prova disso uma confissão de dívida assinada pelo ex-presidente Eurico Miranda. O clube, entretanto, diz que esses empréstimos não estão registrados na contabilidade de São Januário e que, por isso, não tem o que pagar ao craque.

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