Romário lembra do pai e se emociona em evento do América
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Agência Estado 
Rio - Num evento programado para marcar uma parceria entre América e Botafogo, o ex-atacante Romário se emocionou e não conteve o choro quando lembrou de seu pai, Edevair Faria, que morreu no ano passado. O tetracampeão mundial disse que torce pelo América por causa da influência direta de Edevair. Até os 18 anos, fui mais ou menos 30 vezes ao Maracanã, levado pelo meu pai, para ver jogos do América. Para quem eu poderia torcer?, contou o craque.
O acordo com o América foi uma iniciativa do e Botafogo, disposto a ajudar o coirmão a voltar para a Primeira Divisão do futebol do Rio. Além de oferecer gratuitamente jogadores que não forem aproveitados no Campeonato Brasileiro, o Botafogo cederá ao América serviços de fisioterapia e fisiologia. O resgate do América é muito importante para o futebol carioca, disse o presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção.
O América disputará a partir de julho a Segunda Divisão do Estado e contará ainda com o apoio de Romário para a captação de recursos. Não terei cargo nenhum. O que vou fazer é explorar minha influência e meu prestígio a fim de buscar investidores para o América, disse Romário.
Agradeceu ao apoio do Botafogo e disse que o clube da Campos Sales tem um projeto ambicioso para os próximos anos. Primeiro, voltar à elite do Rio. O passo seguinte é retornar ao Campeonato Brasileiro e galgar as divisões para reocupar o nosso lugar de sempre, a Série A.
No final do encontro, no teatro do América, a torcedora-símbolo do clube, Tia Ruth, de 84 anos, fez um discurso em que lembrou sua amizade com Edevair Faria e ressaltou a crença de que ainda verá o clube de coração campeão da Primeira Divisão. Em seguida, com a voz embargada, pediu permissão a Romário para lhe dar um beijo e um abraço.
Vestido com a camisa do América, o ex-atacante da seleção brasileira não segurou o choro. Meu pai lá de cima está muito satisfeito com o que está acontecendo aqui hoje (segunda). Vou ajudar a reconduzir o América para o lugar de onde nunca deveria ter saído: entre os grandes do Rio, e, consequentemente, entre os grandes do Brasil.


