A boa fase nos campos volta a render frutos para Romário. Depois dos três gols marcados contra a Bolívia, quando voltou como salvador da pátria para defender o Brasil nas eliminatórias, o atacante já recebeu cinco propostas para participar de campanhas publicitárias. Uma delas foi gravada ontem, no supermercado de um shopping paulistano, para divulgar o cartão Visa Electron.
No comercial, Romário é ‘‘barrado’’ no caixa, quando vai pagar a conta, por ter esquecido a identidade. Para provar que é mesmo o atacante do Vasco e da seleção, pega os produtos que comprou e começa a fazer embaixadinhas com eles. O cachê pela campanha é estimado em cerca de R$ 225 mil.
Antes de iniciar a gravação, o atleta, que estava acompanhado da mulher e do empresário, concedeu entrevistas. Nelas, além de falar da seleção e de seus planos de ser o artilheiro das eliminatórias, deu diversas indiretas em Wanderley Luxemburgo, técnico cujo nome evitava citar.
Apenas em uma oportunidade referiu-se nominalmente ao treinador, dizendo que Luxemburgo é ‘‘página virada na seleção’’. E, com uma ponta de ironia, desejou-lhe boa sorte ‘‘na vida particular’’.
Ontem, o atacante do Vasco não parou de palpitar sobre o futuro da equipe do Brasil. E, para assumir o comando do time, deu até o perfil do treinador ideal. ‘‘Tem que ser alguém tranquilo, sensato, que não queira aparecer mais que os jogadores e tenha um bom diálogo com o grupo.’’
Um nome? Oswaldo Oliveira, que o treina no Vasco, e ‘‘tem todas essas características.’’ Apesar de dizer que não está indicando o nome do novo treinador, deixou claro que não deixará de opinar.
Mesmo com a alma lavada (fez quatro gols no domingo), Romário disse que brasileiro que é brasileiro não pode comemorar o resultado contra a Venezuela. ‘‘Era obrigação. O dia em que a gente for ter medo da Venezuela...’’

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