O atacante flamenguista Romário, 33 anos, assume o posto de capitão em seu retorno à Seleção Brasileira, após 11 meses fora, no amistoso de amanhã diante do Barcelona, na capital da Catalunha. A decisão foi anunciada ontem pelo técnico Wanderley Luxemburgo, argumentando que o jogador ‘‘passa por ótima fase e tem o amadurecimento necessário’’.
Mas esse não foi o único elogio que Romário recebeu. O atacante Ronaldinho se declarou ‘‘entusiasmado’’ por voltar a jogar ao lado dele no ataque. ‘‘A gente se conhece muito bem, e o entrosamento é muito fácil’’, disse o jogador.
Ronaldinho reafirmou não ter se arrependido por ter trocado em 1997 o Barcelona pela Internazionale de Milão. ‘‘Só parti porque a diretoria se comportou mal comigo’’, justificou o jogador. No domingo, ao sair do estádio em que a sua equipe perdeu para a Udinese, foi vaiado e uma garrafa de vidro foi atirada em direção ao carro em que estava com a namorada, Suzana Werner.
‘‘Apesar dos problemas, estou muito à vontade em Milão e só espero mais paciência dos torcedores e dirigentes até que eu me recupere totalmente’’, disse o atacante em Barcelona.
Os jogadores da Seleção Brasileira chegaram a Barcelona com atraso de uma hora por causa de uma greve de aviadores. Os atletas que atuam na Europa tiveram de se explicar dos maus resultados do fim-de-semana em seus clubes. Enquanto os membros que vinham do Brasil só chegaram às 19 horas, os jogadores que atuam nos campeonatos europeus se apresentaram antes.
Além de Ronaldinho, o lateral-esquerdo Roberto Carlos também estava em situação similar. O assunto principal foram as críticas do técnico John Toshack, do Real Madrid, que chamou ontem seus jogadores de ‘‘cabrones’’ (em português, pilantras), após o empate em 1 a 1 com o lanterna Salamanca. ‘‘Respeito a opinião do treinador. O Real Madrid é um time grande e, quando perde, aparecem os problemas’’, disse o lateral.

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