Rio - Um deputado de calção, descalço e correndo atrás de uma bola na praia numa quinta-feira à tarde é uma cena incomum. Já um treinador de um dos maiores times do país fazendo o mesmo distante mais de mil quilômetros dos seus comandados chama ainda mais atenção.
Apaixonados pelo futevôlei, o deputado federal Romário (PSB-RJ) e o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, participaram ontem do primeiro dia de disputa do Mundial da modalidade, realizado na praia de Ipanema.
''Sou fominha mesmo. Adoro o futevôlei e fiz de tudo para estar aqui. Ainda bem que a diretoria do meu time entendeu'', afirmou Renato, que venceu duas partidas nas areias do Rio.
O treinador e Romário representam equipes diferentes na competição.
Para conseguir disputar o campeonato, Renato viajará diariamente do Rio para Porto Alegre até domingo, quando será disputada a final. ''Vai ser assim até a decisão, mas vale a pena'', contou o técnico, que comandará o Grêmio no domingo depois do fim do Mundial.
O ex-jogador fez questão de dizer que o seu ''sacrifício'' pelo futevôlei é maior que o de Romário. ''Ele mora no Rio. É difícil vê-lo em Brasília. No meu caso é mais complicado. Eu trabalho'', disse o treinador gremista, dando uma gargalhada.
O agora deputado Romário deu uma justificativa política para conseguir disputar o torneio em plena tarde de ontem. ''O meu compromisso em Brasília é até quinta, mas infelizmente o José Alencar morreu, e o Congresso está fechado de luto.''
''Por isso estou aqui. Se não fosse esse imprevisto, só entraria na quadra à noite, quando o meu compromisso em Brasília termina'', explicou Romário, que fez o ponto da vitória do seu time contra um combinado paraguaio. ''Uma coisa nunca atrapalharia a outra. Gosto muito do futevôlei e também da vida nova em Brasília. Já estou até procurando um lugar lá.''

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