Rio - Por 3 votos a 2, Romário foi suspenso por 120 dias, ontem à noite, pela Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O Vasco, no entanto, já avisou que vai recorrer da decisão.
Em exame antidoping realizado no jogo contra o Palmeiras, no dia 28 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro, a substância finasterida apareceu no organismo de Romário. Utilizada em remédios para evitar a queda de cabelo, ela é proibida pelo Controle de Dopagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O veterano atacante de 41 anos, que irá atuar também como treinador em 2008, admitiu o uso do medicamento e descartou até a realização da contraprova.
Romário não compareceu ao plenário do STJD ontem e quem recebeu os holofotes foi o presidente do Vasco, Eurico Miranda. Assim que saiu o resultado da condenação, o dirigente vascaíno 'convocou' os cinco auditores para uma reunião a portas fechadas. ''As pessoas dão opinião sobre o que não sabem! Tem gente no esporte que não tem nada a ver com esporte!'', reclamou o presidente do Vasco, que falava em voz alta.
''Ele está 'brabo'. Disse que nós maculamos a carreira de Romário'', contou o auditor Wladimir Cassani. ''Ora, tenho que me ater ao que diz a legislação. Eu absolvo o homem Romário, mas não posso deixar de condenar o jogador pelo uso de uma substância proibida.''
Por enquanto, Romário está impedido de jogar em competições oficiais. A princípio, poderá atuar como jogador em amistosos. Com relação à extensão da punição ao técnico Romário, Toledo disse que essa decisão caberá ao Pleno do STJD, que só se reunirá agora em 19 de janeiro. Para os advogados de Romário, há, porém, uma possibilidade real de absolvição no próximo julgamento: é que a partir de 2008, o Controle de Dopagem da CBF vai reconsiderar a finasterida como dopante.

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