Romário é a incógnita da lista
Os apelos pela convocação de Romário quebraram a resistência do técnico Luiz Felipe Scolari? A resposta será dada hoje. Scolari chegou à seleção brasileira e, em sua primeira convocação, para a partida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, contra o Uruguai, em Montevidéu, no dia 1º de julho de 2001, chamou Romário. O jogador recebeu a braçadeira de capitão, teve direito a treinos especiais, mas sua atuação foi um fiasco na derrota para os uruguaios, por 1 a 0.
A partir daí, a relação de Scolari com Romário se transformou. O treinador, admirador do futebol do artilheiro, nunca mais o convocou. Scolari afirmou, no começo, que o jogador não precisava ser testado. Depois, mudou o discurso: Não é convocado por questões técnicas e táticas.
As evasivas de Scolari só serviram para dar margem ao surgimento de diversas versões. A explicação para a ausência de Romário na seleção, garantiu um amigo do treinador, é simples: Ele não gostou de ter sido enganado pelo jogador. Antes do início da disputa da Copa América, em julho do ano passado, o artilheiro do Vasco pediu dispensa da competição e alegou que realizaria uma cirurgia nos olhos. Na ocasião, além de não se internar, o atleta participou de uma excursão caça-níqueis do Vasco.
Romário tentou sua última cartada, no dia 4 de abril, quando convocou uma coletiva. Diante das insinuações do treinador de que o jogador poderia ter feito algo de errado perante o grupo, o artilheiro pediu desculpas, chorou e reafirmou seu desejo e a confiança de estar na seleção que vai disputar a Copa do Mundo. A atitude de Romário foi em vão.





