Rio de Janeiro - Desde 1998, logo após ser cortado do grupo da Copa do Mundo da França, Romário não era aguardado por tanta gente no Aeroporto Internacional do Rio. Ele chegou à tarde de Florianópolis (SC) e, cercado por dezenas de pessoas, teve de falar na área de desembarque sobre o boato de que encerraria agora a carreira de 19 anos como atleta profissional. ''Não vou parar. Eu me sinto em condições físicas e técnicas de jogar pelo menos por mais um ano'', afirmou, demonstrando sintonia com sua mãe, Dona Lita, que, na véspera, dissera que seu filho não deveria parar de jogar futebol.
Seu destino deve ser o Vasco, embora ele tenha propostas de clubes dos Estados Unidos, México e de outro país, que preferiu não revelar. Romário foi o pivô de uma polêmica iniciada terça-feira, quando o jornal O Globo publicou com destaque declarações atribuídas ao atacante de que estaria deixando o futebol. ''Houve uma interpretação diferente do que falei. Eu disse que estava meio sem vontade e que ia ver (sobre a decisão de continuar ou não). Não que o Renato (Maurício Prado, repórter do Globo) tenha sido mentiroso. Ele deduziu outra coisa.''
Para o principal jogador da Copa do Mundo de 1994, o principal objetivo no momento é descansar e aproveitar as férias com a família. Depois, já a partir da primeira semana de janeiro, vai começar a programar um jogo festivo pelo Vasco, no qual pretende devolver ao clube a camisa 11, com que atuou pelo clube e foi 'imortalizada' pelo presidente do Vasco, Eurico Miranda. ''Que parar o quê!'', disse o atacante.
A decisão de defender ou não o Vasco em 2005 depende de negociações com Eurico Miranda. Romário prefere ficar no Rio por causa de sua relação com a cidade e também por um motivo técnico. ''O nível do futebol carioca me proporciona jogar mais uma temporada aqui.'' Ele negou que esteja disposto a continuar atuando até ganhar outro título.

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