Romário dá adeus com recorde e regalias
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segunda-feira, 25 de abril de 2005
Paulo Cobos<br> Folhapress 
São Paulo - Ele se despede amanhã da seleção brasileira com uma marca histórica e o mesmo histórico de privilégios de toda a sua carreira com a camisa amarela. Romário, 39 anos, poderá fazer o que quiser em campo contra a Guatemala no Pacaembu. Só participará das preleções se tiver vontade e não precisará enfrentar, como os demais, um batalhão de repórteres e torcedores no hotel que hospeda a seleção só com jogadores que atuam no País.
Assim, vai saborear do jeito que mais gosta um feito histórico. Depois de enfrentar a Guatemala, o atacante passará a ser o jogador que vestiu a camisa do Brasil por mais tempo em confrontos contra seleções nacionais.
Já se passaram quase 18 anos desde que Romário defendeu o Brasil pela primeira vez a estréia foi contra a Irlanda, em maio de 1987, quando Robinho, seu parceiro de ataque no confronto, tinha só três anos de vida. Ele vai superar o lateral-direito Djalma Santos, que serviu a seleção por quase 17 anos.
E foi como veterano que o hoje jogador vascaíno mais somou gols com a camisa amarela. Depois que passou dos 30, ele marcou 33 vezes em 32 jogos, média de 1,03 por partida. Antes de virar um trintão, ele tinha a ''modesta'' média de 0,54 tento por duelo.
O recorde e a despedida só foram possíveis porque a CBF impôs o nome de Romário à comissão técnica para a disputa do jogo que também faz parte da comemoração dos 40 anos da Rede Globo. E Carlos Alberto Parreira prefere não criar atritos. ''O Romário vai participar das palestras se quiser. Dentro de campo, não tem exigência tática nenhuma para ele'', afirmou o treinador.
Hospedado em um quarto individual, como sempre foi de seu gosto nas concentrações, o atacante chegou ao hotel apenas dois minutos antes do horário marcado pela CBF.
Mas não precisou enfrentar empurrões. Os seguranças o levaram imediatamente para uma entrada lateral do hotel, enquanto os demais jogadores, incluindo o pentacampeão Marcos, entravam pela porta principal. Ao chegar, os poucos torcedores que aguardavam a seleção não perdoaram o atacante vascaíno, e gritaram, em coro, ''Romala, Romala''.
Parreira, que pretende usar o atacante em apenas parte do primeiro tempo, deixou claro que vai colocar a dupla Robinho e Romário em campo. ''É totalmente possível escalar os dois'', afirmou ele, que não terá três convocados por problemas de lesão Fernandinho, Roger e Gustavo Nery.
No grupo da seleção, todos exaltam Romário. ''Esse jogo é especial para mim, que moro em São Paulo, mas quem vai fazer fumaça é o Romário'', sentencia Marcos.


