Rio de Janeiro, 07 (AE) - Pivô da suspensão de Edmundo - ele assumiu a braçadeira de capitão -, o atacante Romário foi cauteloso ao comentar o episódio e não reagiu aos ataques do desafeto.
Político, ele fez questão de ressaltar que é subordinado à diretoria do Vasco, até porque, os dirigentes demonstraram estar do seu lado na briga. Apesar disso, o atacante reconheceu que ainda precisa conquistar a confiança da torcida.
Romário garantiu que não se recusaria a devolver a braçadeira de capitão para Edmundo. "Minha função é fazer gol, se a comissão técnica decidir que ele será o capitão, vou aceitar", afirmou.
Ele minimizou o fato se ser capitão da equipe. "Não sou pago para isso, mas para jogar."
Perguntado sobre a recusa de Edmundo em atuar contra o Palmeiras, Romário preferiu não se estender sobre o assunto. "Isso é problema dele, cada um reage do seu jeito", disse.
Sobre as declarações de Edmundo, que o chamou de falso, Romário não demonstrou surpresa. "Vivo no mundo do futebol há muito tempo, e nada mais me deixa triste."
Segundo o jogador, não haveria nenhum obstáculo para que os dois voltassem a jogar juntos. "Sou contratado pelo clube e vou continuar jogando normalmente independente do meu companheiro de ataque", explicou.
Para o atacante, Edmundo fará falta se deixar o Vasco porque é "um grande jogador". "Claro que ele faria falta, mas o clube está acima de tudo e tem que seguir caminho."