Rio de Janeiro - Romário completou 40 anos ontem. De muita polêmica, gols e genialidade dentro da área. Talento raro. Desses difíceis de se encontrar por aí. Menino pobre, nascido na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, ganhou o mundo com seu futebol vistoso e objetivo. Consagrado, carrega agora um desafio, possivelmente o último de sua vitoriosa carreira: chegar aos mil gols. Faltam 50. No sábado, contra o América, o ''Baixinho'' alcançou a expressiva marca de 950.
Um prêmio a um dos melhores atacantes que apareceram no futebol mundial. Justo reconhecimento a um jogador que já não se encontra mais. Um craque sem substitutos. Assim é Romário.
Temperamental, de personalidade forte, fala o que pensa. Foi assim durante toda a sua carreira. Difícil não colecionar desafetos. Impossível não ter admiradores. Polêmico, sempre foi o centro das atenções.
Num distante 1985, surgia no Vasco uma promessa. Mesmo com apenas 1m69, o jovem dava trabalho aos adversários. Suas jogadas de efeito conquistavam os torcedores. Não demorou muito para se tornar um jogador espetacular dentro da área. Poucos no mundo tinham e têm a sua precisão e aproveitamento na frente do goleiro. Requisitos mais que suficientes para despertar o interesse dos europeus.
Agora, com mais de duas décadas de carreira, Romário corre contra o tempo. Aos 40 anos, sabe que a hora de parar está chegando. Azar do futebol brasileiro, que perderá um de seus melhores jogadores. Um craque sem substitutos.

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