Evandro Rogério Roman é o segundo árbitro mais requisitado do Paraná no momento e só perde em jogos importantes da Série A para Héber Roberto Lopes. Se para os outros colegas o emprego paralelo é secundário na renda, para Roman ocorre o contrário. Fora dos gramados sua atividade é ainda mais intensa.
  Com apenas 33 anos, ele já tem títulos de mestre e doutor pela Universidade de Campinas (Unicamp), coordena o curso de educação física na Faculdade Assis Gurgaz (FAG), de Cascavel, está fazendo pós-doutorado em ciências médicas – também pela Unicamp – e ainda arruma tempo para apitar. ‘‘Trabalho como árbitro porque gosto. Quero sentir o cheiro da grama, vivenciar na prática o esporte mais popular do País. Não adianta ficar só na teoria, ensinando na faculdade se não tiver contato com que está fazendo o esporte’’, discursou.
  Sua rotina é estafante. Toda semana, pelo menos duas vezes, tem que fazer de carro os 160 quilômetros que separam Cascavel de Foz do Iguaçu para pegar avião no Aeroporto de Foz. ‘‘Dou aula até terça à noite, viajo e só retorno na quinta à tarde para dar aula de noite. Depois no sábado já estou embarcando outra vez’’, conta. A faculdade não tem restrições à dupla função de Roman. ‘‘Se um dia a arbitragem começar a me prejudicar, terei que deixar, porque ganho mais com a docência’’, adiantou Roman, admitindo que recebe pelo menos R$ 6 mil mensais apitando. (J.K.)

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