Roman coloca mais lenha na fogueira
Curitiba - O grande personagem no julgamento sobre a ''máfia do apito'' no Paraná foi o árbitro Evandro Rogério Roman, que denunciou cinco apitadores de participar do esquema e colocou mais ''lenha na fogueira'', durante seu depoimento no TJD do Paraná. Roman acusou a diretoria do Coritiba de tentativa de suborno na Série Ouro do Paranaense de 2003, quando o Alviverde foi campeão invicto depois de quatro anos de jejum.
Roman, quase agredido por duas pessoas não identificadas momentos antes do início do julgamento, afirmou que um dirigente alviverde procurou um de seus auxiliares na partida entre Coritiba e Londrina, jogo que terminou 2 a 2 no Estádio Couto Pereira, no dia 8 de março de 2003. A prova estaria numa fita, com a gravação da negociação intermediada pelo árbitro Carlos Jack Rodrigues Magno.
No entanto, ontem, durante entrevista à rádio CBN Curitiba, um de seus assistentes na ocasião, Vágner Vicentin, negou a existência de tal fita e dessa tentativa de suborno. O presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, negou o ocorrido e prometeu acionar Roman na Justiça.
Outra denúncia O ex-presidente da Comissão de Arbitragem, José Carlos Marcondes, uma das testemunhas de acusação, lembrou a abertura de inquérito sobre irregularidades na arbitragem, em 2004, quando acusou Fernando Luís Homann de participar de manipulação de resultados e, inclusive, de ''embolsar'' taxas de arbitragem de algumas partidas.
Marcondes chegou a dizer que a negociação de escalas de jogos do Paranaense chegavam a ser feitas no bar do ex-árbitro Amoreti Carlos da Cruz, embaixo do Couto Pereira. Entre outras coisas, revelou que o Atletiba decisivo do ano passado já tinha a arbitragem combinada dias antes do sorteio.
Aposentadoria Depois de ver seu nome como um dos pivôs do escândalo de manipulação de resultados, Carlos Jack Rodrigues Magno decidiu largar o apito. Com a idade máxima estipulada pela Fifa para continuar no quadro de árbitros, aos 45 anos, Magno pretendia continuar trabalhando até o final do ano mas, com o caso da ''máfia do apito'' explodindo por todos os lados, alegou faltar disposição para trabalhar. (C.Y.)





