O Roma/Londrina já tem data para sair da boataria e virar realidade: sexta-feira, dia 16. Essa é a data escolhida por dirigentes de Londrina e Roma para anunciarem a parceria, sociedade ou outro tipo de associação. A confirmação foi dada ontem pelo próprio presidente do Londrina, Peter Silva, que no dia anterior havia negado a negociação. Ontem, depois do crescimento dos indícios de que os dois times se uniriam, ele confirmou que as conversas entre as partes realmente estão acontecendo e estão bastante adiantadas.
''Como presidente, preciso procurar alternativas para não deixar o clube parado e o que puder ser feito vou fazer. Foi iniciada uma conversa e estamos analisando todas as possibilidades. Na sexta-feira nos pronunciaremos junto com o pessoal de Apucarana'', disse o presidente alviceleste.
O presidente do Roma, João Vilson Antonini, o Kiko, não foi localizado pela reportagem. Na segunda-feira à tarde, em São Paulo, ele confirmou por telefone que gosta de Londrina e que estava aberto para conversas. Ontem, uma pessoa próxima a ele, também de São Paulo, confirmou que o cartola do Roma havia viajado às pressas para Apucarana na segunda-feira à noite.
Peter descartou uma fusão nos moldes daquela feita em Maringá, entre Adap e Galo. Porém, admitiu que a vinda do Roma para Londrina para disputar a Série C do Campeonato Brasileiro seria uma espécie de teste para ''algo maior''.
O presidente do Tubarão disse não ter medo de o clube sofrer rejeição por parte da torcida ao se unir ao Roma. ''Estamos trabalhando para agregar parceiros e o torcedor tem ligado e agradecido pela iniciativa'', afirmou.
Peter viaja hoje para Curitiba. Entre outros assuntos, está a consulta à Federação Paranaense de Futebol (FPF) sobre a viabilidade do negócio entre os dois clubes.
Mudar para Londrina é um sonho antigo de Kiko e o namoro com o Tubarão não é recente. Com as vagas na Série C deste ano e na Copa do Brasil do ano que vem, a relação com o Alviceleste foi estreitada.
O Roma vinha reclamando de falta de apoio de Apucarana. Mesmo assim, o time conquistou a Copa 100 Anos, em 2006, que deu direito às duas vagas em competições nacionais. O apoio, porém, segundo os dirigentes, não veio e a paciência acabou. A gota d'água teria sido a situação do Estádio Bom Jesus da Lapa. Uma parte do muro da área frontal do local caiu no mês de janeiro e até agora não foi refeito. O clube também cobrava o cumprimento da promessa de iluminar o estádio, feita após a conquista do torneio no fim do ano.

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