Rolling Stones inspira o zagueiro argentino Galván
Agência Estado
De Belo Horizonte
A rotina do zagueiro Galván, do Atlético-MG, em dia de jogo, é um tanto curiosa. O argentino gosta de se concentrar para a partida ouvindo rock. Galván é fã da banda Rolling Stones tem até a língua símbolo do grupo de Mick Jagger e Keith Richards tatuada no corpo. O repertório para a partida contra o Corinthians já está previamente definido: Galván vai para o Morumbi no embalo da música She is so cold (Ela é tão fria), dos Stones. Final é assim: tem de ter cabeça fria e o coração quente, justifica.
Ele tem a coleção completa dos Stones. Descobriu a banda aos 13 anos e foi fazendo a sua discografia. Tenho 48 CDs, comprei todos nas viagens que fiz pelo mundo jogando bola, conta o jogador, que até o ano passado defendia as cores do Racing. Quando percebeu que o clube da capital argentina estava afundando em dívidas, Galván comprou o próprio passe e o alugou para o Atlético-MG. Hoje, o Racing vende seus jogadores pela Internet para saldar os compromissos com os credores.
Há um ano e quatro meses no Atlético-MG, Carlos Alberto Galván garante que está totalmente adaptado ao Brasil. Muitas vezes, para relaxar após um jogo tenso como o do último domingo, no Mineirão, deixa as baladas românticas dos Stones na caixa e coloca música sertaneja para tocar. Aprendi a gostar da dupla Zezé di Camargo e Luciano, diz.
Quando deixou Buenos Aires, Galván não sabia muita coisa sobre o Atlético-MG. Mesmo assim, aceitou o desafio e se mudou para Belo Horizonte. No começo, a comunicação com os companheiros de defesa era complicada. Eles não entendiam nada do que eu falava, conta Galván, que já se vira bem com um perfeito portunhol. Agora, quando ligo para os meus pais, falo muitas palavras em português, afirma. Estou esquecendo meu próprio idioma.





