Por que alguns dos grandes tenistas do Paraná não treinam mais no Estado, e sim nos Estados Unidos ou em Santa Catarina? A ausência de treinamento em nível profissional pode ser uma das respostas. Em solo norte-americano, a explicação é a busca de ascensão jogando no Circuito Universitário. Já no Brasil, os que vêm despontando têm migrado para as academias catarinenses, como a de Larri Passos, em Camboriú, e o Instituto Tênis, de Itajaí, que já estendeu pólos para Porto Alegre e Curitiba.
Com sede no Clube Itamirim, o Instituto Tênis dispõe de 15 quadras, sendo três delas cobertas. Está lá treinando, por exemplo, a pernambucana radicada em Curitiba, Teliana Pereira, 19 anos, medalha de bronze no Pan do Rio-2007 e melhor brasileira no ranking profissional da WTA (a associção feminina internacional de tênis), situada entre as 300 primeiras do mundo. Ela foi formada em Curitiba, mas migrou para a academia catarinense em busca de melhores resultados.
O irmão de Teliana, José Pereira Júnior, 17, seguiu os passos da irmã e hoje é o destaque da equipe masculina do Instituto Tênis no Circuito Cosat, da Confederação Sul-Americana de Tênis.
O mesmo aconteceu com Rafaela Miiller, 14, de Rolândia, que começou a treinar em sua cidade natal na academia ATR, passando depois pela quadra da Moval, de Arapongas. Nesta época, competindo na categoria 12 anos, já foi campeã de etapas de Circuito Brasileiro. Mas ainda faltava estrutura e uma melhor preparação. Foi o que ela encontrou a partir de 2006, quando foi admitida no Instituto Tênis e decidiu se mudar para Itajaí.
A rolandense fez testes no final de 2005, mas só iniciou os treinamentos na metade do ano seguinte, quando não conquistou bons resultados. ''Mas para iniciar 2007 fizemos uma pré-temporada forte que deu resultados imediatos logo que as competições começaram. Como apostavam no meu potencial, me colocaram de cara nos torneios do Cosat (na 14 anos) e no primeiro semestre joguei oito dos 11 torneios do Circuito'', conta Rafaela.
Das etapas que disputou, ela chegou a três finais e foi campeã de uma delas, no Peru. Já nos jogos de duplas, ganhou cinco títulos em oito torneios, sendo dois com jogadoras argentinas e outros três fazendo dupla com a gaúcha Martina Yurgel. ''Ao final, fiquei em 2º lugar no ranking do Cosat e com isso ganhei vaga para disputar, entre junho e julho, o 'Gira Européia', com todas as despesas pagas. Fiquei um mês e meio jogando e conhecendo Itália e França'', comemora. A atleta é patrocinada pela Credicard, MS Alumínios, Silomax e Alumínios Cambé.

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