São Paulo - O goleiro Rogério Ceni esclareceu ontem qualquer mal-entendido que possa ter ficado sobre suas declarações após a convocação para a seleção brasileira. Ele foi chamado para o lugar de Dida, contundido, e participará do amistoso contra a Rússia, quarta-feira, em Moscou.
''Estou muito feliz em voltar à seleção brasileira. Sou jogador do São Paulo, clube que é minha casa, mas servir a seleção sempre será um motivo de honra'', disse Rogério Ceni, que só lamentou não participar da estréia são-paulina na Libertadores, que será também na quarta-feira, contra o Caracas, na Venezuela. ''Infelizmente, não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo. Mas vou torcer muito pelos meus companheiros e pela vitória do meu clube.''
Já a informação de que a comissão técnica da seleção brasileira estaria irritada com as declarações de Rogério Ceni e, por isso, não o convocaria mais para outra partida após o amistoso da Rússia foi veementemente desmentida pela CBF.
A polêmica sobre a participação de Rogério Ceni na seleção começou porque o goleiro teria afirmado que dava mais valor à partida do São Paulo na Libertadores do que ao amistoso contra os russos.
Mas, na quinta-feira, em entrevista à Agência Estado, o técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, afirmou que os três goleiros para a Copa do Mundo são Dida, do Milan, Marcos, do Palmeiras, e Júlio César, da Inter de Milão. Na ocasião, ele deixou claro que Rogério Ceni havia sido chamado porque os atletas preferidos estão contundidos.
Parreira ainda lembrou que ficou satisfeito ao consultar o goleiro do São Paulo e receber uma resposta positiva sobre a sua participação no amistoso de quarta-feira, contra a Rússia, em Moscou. ''Conversei com ele (Rogério Ceni), que me disse estar bem e pronto para servir à seleção'', contou o treinador.

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