Rogério entra na Justiça contra Timão
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terça-feira, 20 de julho de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Com direitos de imagem e luvas atrasados, Rogério abandonou o Corinthians hoje e acionou o clube na Justiça trabalhista. O capitão corintiano viajou para a Europa e deve ser apresentado hoje pelo Sporting (Portugal). Atleta mais bem pago do time, ele cobra cinco meses de direitos de imagem. Contando as luvas, seus vencimentos chegam a R$ 150 mil mensais. Desse valor, R$ 90 mil são referentes à imagem. A dívida é de cerca de R$ 600 mil.
''Fiquei de julho a dezembro de 2003 sem receber. Procurei a diretoria, eles empurraram com a barriga. Tomei a atitude correta'', disse o jogador.
Ele deveria treinar ontem, mas não apareceu. Pediu para um funcionário do clube recolher suas coisas do armário do Parque São Jorge, segundo Paulo Angioni, diretor de futebol corintiano. ''Foi uma grande surpresa, um susto. Estávamos negociando com ele'', afirmou o dirigente.
Além de negociar o pagamento dos valores atrasados, o Corinthians tentava reduzir os vencimentos do atleta. De acordo com Antonio Roque Citadini, vice de futebol, o contrato previa que um novo acordo poderia ser firmado, caso o fundo HMTF deixasse o time. A saída ocorreu em 2002.
''O clube sugeriu reduzir meu direito de imagem em 50%. Eu aceitei, desde que o contrato acabasse em dezembro, mas eles não quiseram'', declarou o atleta, que teria mais um ano de compromisso para cumprir com a equipe.
A saída de Rogério acontece no momento em que ele era um dos goleadores do time. Terminara a última rodada como artilheiro do clube no Brasileiro, com seis gols. Após perder cerca de 3 kg, era apontado pelos colegas como um dos responsáveis pela recuperação corintiana no Nacional.
A advogada de Rogério, Gislaine Nunes, não quis dar entrevista. Se alegar que o clube rescindiu o contrato ao não pagar o jogador, ela pode exigir o pagamento da multa contratual, de aproximadamente R$ 15 milhões.
Ao se transferir para o Corinthians, em 2000, ele entrara com uma ação na Justiça contra o Palmeiras, seu clube na ocasião. Alegou que seu contrato terminara e não ocorrera um acordo para negociação. Na época, o jogador ficava preso pelo passe. O HMTF depositou R$ 3 milhões na Justiça.


