Moscou - ‘‘Nunca é roubada jogar pela seleção (brasileira), mas esta é uma experiência bem gelada.’’ Criado no quente Mato Grosso e sem nunca ter jogado em um clube do exterior, o goleiro Rogério Ceni, 33 anos, é o jogador da seleção que mais deve sofrer com a baixa temperatura prevista para o jogo contra a Rússia, em Moscou.
  ‘‘O gramado está numa condição difícil e faz muito frio. Para o goleiro, é bem problemático jogar dessa forma. No treino minha mão ficou congelada. Nunca havia passado por isso. Será uma nova experiência’’, declarou o jogador são-paulino, escalado como titular pela primeira vez por Carlos Alberto Parreira.
  Para se precaver, Rogério vai usar calça e camisa térmica. Se o frágil ataque russo não incomodar, ele teme sofrer com a temperatura. Por isso, já pensa em técnicas para permanecer aquecido. ‘‘Dou um jeito de brincar com alguma coisa enquanto a bola não vem. Vou morrer congelado se não for exigido’’, brincou.
  Chamado só depois que os três preferidos de Parreira – Dida, Marcos e Júlio César – se machucaram, Rogério foi político ao falar sobre suas chances de disputar o Mundial. ‘‘Vou tentar, apesar de todas as dificuldades, me superar, e depois esperar o Parreira escolher os convocados.’’
  Ricardinho – Se para Rogério a Copa é um sonho quase impossível, para outra novidade da seleção o jogo contra a Rússia é decisivo. O meia Ricardinho foi confirmado para substituir Ronaldinho – o melhor jogador do mundo pela Fifa está contundido.
  ‘‘É a solução mais lógica. Com a entrada do Ricardinho, não preciso mudar o esquema’’, disse o treinador. (Folhapress)

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