Rogério Ceni se envolve em polêmica com Falcão
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segunda-feira, 22 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
Em vez de colher os louros da excelente atuação na vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre a Portuguesa, o goleiro Rogério Ceni preferiu o confronto no dia seguinte à partida. E arrumou uma polêmica com o seu grande ídolo nos tempos de menino, o ex-jogador Falcão, que defendeu o Inter de Porto Alegre, a Roma e seleção basileira. Hoje comentarista da Rede Globo, Falcão criticou a atuação do goleiro na derrota são-paulina por 4 a 2 para o Vélez Sarsfield, quarta-feira passada.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Rogério Ceni rebateu as críticas, dando a impressão de que sua idolatria se transformou em rancor. ''É triste ver o Falcão comentando sobre a atuação de um goleiro. Um cara que nunca jogou no gol comentar sobre a hora certa de sair não dá. Ele foi além do que sabe'', afirmou o são-paulino.
A atitude do goleiro causou estranheza aos amigos de Falcão. Afinal, eles disseram que em seus tempos de infância, Rogério era torcedor apaixonado do Internacional. Andava pelas ruelas da cidade paranaense de Pato Branco, ao lado de seu pai, envergando orgulhoso a camisa número 8 que seu ídolo costumava usar.
O goleiro, no entanto, pareceu não estar mais apegado às lembranças do passado. E continuou discordando com veemência da opinião do ex-jogador. ''Não cometi nenhuma falha. Foram todas bolas difíceis que não consegui defender'', afirmou Rogério.
Mas, da mesma maneira que ele admirava a trajetória de grandes nomes, hoje Rogério tornou-se uma referência para as crianças. E foi uma menina de 12 anos uma das responsáveis pela sua permanência no São Paulo, na época em que foi punido por 28 dias pela diretoria. Gabriela, neta do diretor de futebol do clube, José Dias, não permitiu que seu avô se desfizesse do goleiro.
Foi o próprio José Dias que admitiu que a opinião da menina pesou na decisão da diretoria de afastá-lo apenas temporariamente. ''Minha neta é fã do Rogério, assim como todos os são-paulinos'', justificou. Na época, o diretor chegou a dizer que não voltaria para casa se o goleiro fosse dispensado. ''Minha mulher e minha neta não me deixariam entrar'', brincou o dirigente.
Para José Dias, a briga com o goleiro já é uma página virada. ''Contra a Portuguesa, o Rogério mostrou seu valor, dando um espetáculo à parte. Merece voltar para a seleção'', exaltou.
O time do São Paulo teve folga ontem e retoma os treinamentos hoje, visando a partida de sábado, contra o São Caetano, líder do Campeonato Brasileiro.


