Rogério Ceni poderá cobrar faltas
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quinta-feira, 05 de outubro de 2000
Agência Estado De Teresópolis 
Rogério Ceni pode tornar-se o primeiro goleiro da Seleção Brasileira a cobrar faltas no ataque. Mas, segundo o técnico Candinho, isso deve acontecer apenas em caso de emergência. Essa possibilidade existe porque os principais cobradores do País não foram convocados para esta partida contra a Venezuela, no domingo. Rivaldo está contundido e Ronaldinho Gaúcho e Alex ficaram fora da lista por opção do treinador. O Rogério pode cobrar se a partida estiver terminando e os melhores batedores estiverem cansados, explicou Candinho.
O goleiro, que já marcou 18 gols na carreira, não escondeu o entusiasmo com a notícia. É um grande passo, admitiu, referindo-se ao espaço que está conquistando na seleção.
As duas primeiras opções para cobranças de falta na partida na Venezuela são o atacante Romário e o meia Juninho Pernambucano, embora os dois não tenham o mesmo aproveitamento de Rogério Ceni. Candinho só não o define como o cobrador oficial porque não terá tempo para treinar a cobertura da defesa quando o goleiro for para o ataque. É impossível treinar a cobertura e a recomposição da defesa em apenas um treino, justificou o técnico interino de Luxemburgo.
Rogério Ceni, contudo, garante não estar preocupado com a possibilidade de cobrar faltas pela seleção. Ele quer comemorar o bom momento que está vivendo. Na noite de quarta-feira, jogando pelo São Paulo, ele defendeu um pênalti, cobrado por Ronaldinho Gaúcho, e marcou um gol de falta. São duas emoções diferentes, mas equivalentes, revelou o goleiro, ansioso para ser titular do Brasil contra a Venezuela.
CBF paga Luxemburgo O técnico Wanderley Luxemburgo poderá pagar todas as suas dívidas com a Receita Federal depois que receber R$ 1,6 milhão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Um funcionário da entidade confirmou a informação, embora a CBF ainda não tenha se pronunciado oficialmente. Esse dinheiro é equivalente às férias proporcionais, ao Fundo de Garantia e ao 13º salário. Não existe nenhuma relação com o contrato, que não tinha cláusula de multa rescisória.
Enquanto acerta as contas com Luxemburgo, o presidente Ricardo Teixeira vai definindo o nome de seu substituto. Levir Culpi, do São Paulo, continua sendo o mais cotado. Carlos Alberto Parreira deve ser confirmado como coordenador-técnico da Seleção Brasileira na segunda-feira.


