São Paulo - Depois de encerrar a carreira, Rogério Ceni tem planos de morar no exterior, provavelmente nos Estados Unidos. Não descarta jogar mais um ano, em 2014, mas quer mesmo estudar, aperfeiçoar o inglês, conhecer uma cultura diferente e se preparar para seu grande projeto na aposentadoria: ser dirigente de futebol. "Se viesse uma proposta de fora depois que acabar o contrato, ele aceitaria", garantiu o irmão Ronaldo Ceni.
O desejo de atuar e morar nos Estados Unidos surgiu no final do ano, após a Copa Sul-Americana, em uma viagem que fez com a família. "Se ele jogar por mais um ano, será fora do país. Ele não joga em outro clube para não apagar sua história no São Paulo", disse o irmão, reafirmando um sonho antigo do artilheiro tricolor na Copa Libertadores.
Para os familiares, que moram em Sinop, no Mato Grosso, a aposentadoria anunciada após a vitória sobre o Atlético Mineiro, que classificou a equipe para a próxima fase da competição continental, não é um fato consumado. Eles querem agir como São Tomé e ver para crer. "Ele pode ter falado isso no calor da emoção. Nem ele sabe ao certo quando vai pendurar as chuteiras", disse Eurydes Ceni, pai do goleiro, lépido aos 74 anos. "Acredito que ele tem 90% de chances de parar. Mas nada é definitivo", afirmou o irmão.
A conquista da Libertadores e a classificação para o Mundial de Clubes da Fifa poderiam dar um novo impulso para a reta final da carreira do goleiro de 40 anos. "Acho que a decisão final vai depender da parte física", opinou o pai.
Até os companheiros estão com um pé atrás com relação à decisão do capitão. "É difícil falar que ele vai parar pelo profissional que é, como se cuida, como treina. Se parar vai ser uma pena para o futebol. E se isso acontecer mesmo, que possamos ajudá-lo a se despedir com títulos. Inclusive o mais importante deles, que é da Libertadores", disse Paulo Henrique Ganso.
Nesta quinta, Rogério Ceni reservou o dia para ficar com a família. Os dias de fisioterapia intensiva para se recuperar da contusão antes do jogo contra o Atlético - inclusive nos finais de semana - foram de isolamento e expectativa. O pai espera matar a saudade no meio do ano, na folga que o time provavelmente terá na Copa das Confederações.

Eufórico
Sob pressão nas últimas semanas por causa da campanha ruim do São Paulo na Copa Libertadores, Ney Franco fez questão de admitir que ficou eufórico com a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético Mineiro.
Ele destacou que o time se manteve focado durante todo o duelo. "O prazer que estou sentindo nesse momento é enorme, estou eufórico com a vitória", afirmou o treinador. "Estou muito satisfeito com o que os jogadores fizeram. Todos entraram em campo muito concentrados", completou.
Para o reencontro com o Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores, Ney Franco diz que precisa apresentar a mesma postura do triunfo de quarta. "A pegada tem que ser a mesma. Nossos jogadores mais técnicos souberam colocar toda a qualidade deles em prática e só posso ressaltar o profissionalismo da equipe", avaliou.

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