Roger leva gancho de 4 jogos após confusão na final da Série C
Massagista do Tubarão levou pior punição entre os envolvidos na briga com membros da Ponte Preta
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Massagista do Tubarão levou pior punição entre os envolvidos na briga com membros da Ponte Preta

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) definiu, na quarta-feira (10), as punições ao Londrina Esporte Clube após a confusão registrada na partida contra a Ponte Preta, em 25 de outubro, pelo jogo de volta da final da Série C do Campeonato Brasileiro. A briga generalizada começou após o segundo gol da equipe campineira, quando jogadores e membros das comissões técnicas se envolveram em empurrões e agressões ao lado do banco de reservas alviceleste.
O técnico Roger Silva foi um dos principais alvos das decisões. Ele cumprirá quatro partidas de suspensão, três delas por infração ao artigo 250 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de ato desleal ou hostil, e outra pelo artigo 258, referente a hostilidade física ou grave desrespeito a autoridades da partida. A decisão, tomada por maioria, foi relatada pelo auditor George Suetônio Ramalho Júnior, da 3ª Comissão Disciplinar.
A punição mais severa imposta ao Londrina, no entanto, recaiu sobre o massagista Fábio dos Santos, o Índio. Ele foi suspenso por dez partidas por infração ao artigo 254-A, que trata de agressão física, combinada ao artigo 184, relativo à cumulação de penas. A decisão também foi por maioria, apesar de parte dos auditores defender uma suspensão menor.
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No âmbito administrativo, o clube foi multado em R$ 5 mil por desordem, conforme o artigo 257, e em R$ 1 mil por atraso na entrada em campo, previsto no artigo 206. As decisões foram unânimes. A defesa do Londrina e de seus denunciados foi conduzida pelo advogado Henrique Saliba, que apresentou vídeos das ações contestadas. Outro denunciado ligado ao LEC, o zagueiro Vanderley, recebeu suspensão de cinco partidas por agressão. Ele, porém, já não faz parte do elenco.
A confusão teve início quando o meia Elvis, autor do segundo gol da Ponte Preta, comemorou diante do banco do Londrina. O lance, que assegurou o título da Série C à equipe paulista, desencadeou o tumulto que levou às denúncias analisadas pelo tribunal.
As punições começam a valer assim que forem publicadas. O Londrina deve recorrer, mas, caso sejam mantidas, as suspensões serão cumpridas na Série B do Campeonato Brasileiro.
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Punições à Ponte Preta
A campeã da Série C também foi alvo de sanções. O zagueiro Danrlei recebeu suspensão de cinco partidas, enquanto o lateral Kevyn e o preparador de goleiros Lauro foram punidos com duas partidas cada. No campo administrativo, a Ponte Preta perdeu dois mandos de campo pela invasão da torcida ao gramado, penalidade a ser cumprida na Série B de 2026, e foi multada em mais de R$ 70 mil por infrações relacionadas à desordem, condutas inadequadas e pela própria invasão após o apito final.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.





