São Paulo - O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou ontem que o cavaleiro Rodrigo Pessoa, medalhista de ouro nos Jogos de Atenas, em 2004, será o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres, no dia 27 de julho.
Prestes a disputar sua sexta Olimpíada, Rodrigo Pessoa admitiu ter ficado surpreso com o convite do COB. ''Este é um momento muito especial na minha carreira. Recebi a notícia com muita emoção. Foi uma surpresa bastante agradável. Disputar os Jogos Olímpicos é o sonho de qualquer atleta e estar à frente da delegação na cerimônia de abertura é um momento de muita honra'', afirmou o cavaleiro.
Atualmente com 39 anos, Rodrigo Pessoa desembarcará em Londres com três medalhas olímpicas no currículo. Além do título de 2004, ele foi bronze por equipes em Sydney/2000 e em Atlanta/1996. Em Pequim/2008, o brasileiro ficou em quinto lugar na disputa individual da prova de saltos do hipismo, mas teve resultado anulado por causa do doping do cavalo.
''Espero ter um bom desempenho em Londres e representar muito bem o País nos Jogos Olímpicos'', declarou o cavaleiro brasileiro, que disputou sua primeira Olimpíada em Barcelona, em 1992, quando tinha apenas 19 anos.
''Rodrigo Pessoa é um atleta que representa muito bem os valores olímpicos. Sua carreira repleta de glórias é uma inspiração para todos os atletas brasileiros'', declarou Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.
Filho do brasileiro Nelson Pessoa, considerado um dos melhores cavaleiros da história do hipismo mundial, Rodrigo nasceu em Paris, na França, e protagonizou carreira vitoriosa em competições na Europa - ele mora na Bélgica. Seu primeiro título foi conquistado aos 12 anos, na Inglaterra. Além das três medalhas olímpicas, ganhou também os principais campeonatos da modalidade, como a Copa do Mundo.
O auge de vida esportiva aconteceu em 2005, quando recebeu a medalha de ouro olímpica, garantida no ano anterior, em Atenas, das mãos do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge. O atraso na premiação foi provocado pela desclassificação tardia do irlandês Cian O'Connor, por doping do cavalo, o que fez com o título fosse herdado por Rodrigo Pessoa.

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