São Paulo, 10 (AE) - O cavaleiro Rodrigo Pessoa, bicampeão da Copa do Mundo e campeão mundial de saltos, vai aos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, a partir de 23 de julho. Como já havia anunciado, o cavaleiro não integrará a equipe de saltos que competirá no Canadá. Rodrigo será assistente-técnico da delegação de hipismo do Brasil. "Vou colocar minha experiência à disposição do grupo", afirmou. "Posso ser o olho do cavaleiro, que vê do lado de fora do concurso", acrescentou Rodrigo, antes de voltar para a Europa.
Rodrigo, de 26 anos, passou alguns dias no Brasil - veio com a namorada, a francesa Caroline Frey, de 21 anos - para a festa de lançamento da Audi Magazine. O cavaleiro do Brasil é o tema da reportagem de capa da revista.
Rodrigo explicou que não mudou os planos de "caçar pontos para o ranking mundial" e chegar ao topo, posição que nunca foi ocupada por um cavaleiro sul-americano. Antes, porém, Rodrigo terá de passar pelo alemão Ludger Beerbaum, segundo colocado, com 3.827,4 pontos, e alcançar o primeiro na classificação, o suíço Willi Melliger, com 4.162,1. O brasileiro está em terceiro lugar, com 3.350,7 pontos - esta já é a melhor posição conquistada por um cavaleiro da América do Sul em toda a história.
Neste fim de semana, Rodrigo compete em Cannes, na França. No próximo, vai saltar em Aachen, na Alemanha, um concurso importante, com boa pontuação para o ranking. Além de Lianus, cavalo com o qual foi campeão mundial, Rodrigo está saltando também com Oberon.
Para continuar na luta rumo ao topo, Rodrigo abriu mão de competir no Pan. Seria preciso transportar os cavalos da Europa para o Canadá, fazer a preparação para a prova e, depois, descansar os animais antes de retomar as competições na Europa. O cavaleiro perderia seis ou sete concursos.
"Como assistente-técnico, posso chegar na véspera da competição e ir embora no dia seguinte", observou. "Vou perder
no máximo, um concurso, o que não trará nenhum prejuízo para a minha caça de pontos", afirmou.
"Ao mesmo tempo, posso ajudar os cavaleiros que estarão no Pan."
Vocação - No Canadá, Rodrigo vai seguir os passos do pai, Nélson Pessoa, o Neco, que sempre ajudou a formar novos cavaleiros - foi o técnico da equipe brasileira que esteve na Olimpíada de Atlanta, em 1996, e preparou cavaleiros do México para a mesma competição.
Rodrigo disse que poderá contribuir de várias maneiras. Basicamente, poderá ajudar a determinar a estratégia da equipe, identificando o grau de dificuldade do percurso e dos obstáculos que serão montados no Parque Red River para as competições, marcadas para o período de 5 a 8 de agosto.

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