Rodrigo Pessoa pode liderar o ranking ainda este ano
São Paulo, 18 (AE) - O cavaleiro Rodrigo Pessoa está cada vez mais próximo de seu objetivo de ocupar a liderança do ranking mundial da Federação Equestre Internacional (FEI) e acha que, se tudo der certo, poderá chegar a essa posição ainda este ano. Na última publicação do ranking, dia 10, o brasileiro subiu uma posição. Rodrigo ocupa o segundo lugar, à frente do alemão Ludger Beerbaum, mas ainda atrás do suíço Willi Melliger. Rodrigo, que é campeão do Mundial de Roma, em 1998, bicampeão da Copa do Mundo e medalha de bronze, por equipe, na Olimpíada de Atlanta, pode ser o primeiro cavaleiro sul-americano a liderar o ranking mundial.
"A semana que vem há o Campeonato Europeu, na Inglaterra, em que os meus adversários vão ter de defender muitos pontos, já que o Willi foi terceiro e o Beerbaum o primeiro, no ano passado", disse Rodrigo que, no entanto, não espera passar o suíço agora. "Posso chegar bem perto." Mas o cavaleiro não dependerá apenas dos resultados de adversários, mas de sua própria atuação, especialmente em dois concursos importantes, que contam muitos pontos para o ranking, em Calgary, Canadá, no mês de setembro, e em Monterey, no México, em outubro.
"É a primeira vez que um brasileiro tem essa oportunidade e eu tenho cavalos bons o suficiente para disputar os melhores concursos internacionais e conseguir resultados, o que é bom para o hipismo nacional", afirmou o cavaleiro que monta os cavalos Lianus e Baloubet du Rouet. São os mesmos animais que vai preparar para os compromissos mais importantes do ano que vem, que são a Copa do Mundo de Las Vegas, em abril, e a Olimpíada de Sydney, onde acha que o Brasil terá um lugar na lista dos países favoritos, juntamente com a Alemanha, a Inglaterra, a Suíça, a França e a Holanda.
"O Brasil hoje não é mais zebra", comentou Rodrigo, que também elogiou a atuação da equipe nacional que ganhou medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, sem a sua participação. "Mostrou que temos bons conjuntos para a Olimpíada", ressaltou, citando como revelação o conjunto formado por Bernardo Rezende Alves e a égua Atlética. A seletiva à Olimpíada será feita no ano que vem em concursos da Europa.
Audi - Rodrigo esteve hoje em São Paulo, para assinar contrato de patrocínio com a Senna Import - vai usar a marca Audi no boné
nas camisetas de passeio, na casaca de competição, na manta do cavalo e no caminhão de transporte em concursos no Brasil e na Europa. Aos 26 anos, Rodrigo assinou o contrato de um ano com a distribuidora dos carros alemães no Brasil - ainda vai ganhar um modelo esportivo S4 da Audi, avaliado em US$ 80 mil, na Europa, e em US$ 130 mil, no Brasil.
O cavaleiro também tem patrocínio da Gandini, empresa italiana de tecidos para a alta moda - usa o nome da marca como prefixo dos nomes dos cavalos Baloubet du Roeut e Lianus - e da Prefeitura do Rio, além de apoios menores, como o da Rolex. Uma situação que Rodrigo não considera um privilégio, mas sim fruto de sua luta por obter apoio e por sua disponibilidade para dar retorno aos patrocinadores e pelos resultados, naturalmente.





