São Paulo, 25 (AE) - O cavaleiro brasileiro Rodrigo Pessoa comemorou o título de bicampeão da Copa do Mundo de Saltos, hoje
no Sacandinavium Arena, de Gotemburgo, e deixou a Suécia consagrado. Rodrigo, que defendia o título da Copa, obtido em Helsinque, em 1998, entrou na prova credenciado também por ser o campeão de saltos do Mundial Equestre de Roma, no ano passado. E não decepcionou. Terminou os dois primeiros dias de prova em primeiro na classsificação geral, sem pontos perdidos, e cometeu uma única falta, hoje, no primeiro dos dois percursos distintos do Grande Prêmio.
Montando Gandini Baloubet du Rouet, o cavaleiro fechou os três dias de competições com quatro pontos perdidos, por derrube de obstáculo. Hoje, foi o quarto colocado no GP. O vencedor foi o inglês Michal Whitaker, com Virtual Village Ashley.
"Foi a final mais emocionante da minha vida e eu devo essa nova conquista à brilhante atuação do cavalo emprestado do meu pai", resumiu o bicampeão Rodrigo, que virá ao Brasil para disputar o The Best Jump, a partir de quinta-feira, em Porto Alegre. O pai de Rodrigo, Nélson Pessoa, de 63 anos - que compete há 35 anos e coleciona 120 títulos de GPs -, disse, por telefone, que estava muito orgulhoso.
O jovem Pessoa, que nasceu em Paris, mas optou pela cidadania brasileira, cresceu vendo e ajudando o pai a trabalhar com cavalos. Quando era pequeno, acompanhava Neco em todos os torneios do mundo. Hoje, era Neco quem estava na tribuna do estádio de Gotemburgo, apoiando o filho. "Foi como um filme, com o cenário todo montado: o cavalo bem preparado, a performance do conjunto nos dois dias de eliminatória decisiva e
apesar da falta no primeiro percurso, o segundo foi completado com zero, tudo quase perfeito", contou Neco.
Disse que todo o pai e ainda mais ele, que é pai e esportista, tem o objetivo de ver o filho ser bem-sucedido. "É perfeito", ressaltou. Neco frisou que o filho já ganhou espaço próprio no hipismo. "Eu fui duas vezes vice-campeão da Copa do Mundo e ele foi duas vezes campeão", observou. "O Rodrigo é um bom cavaleiro, tem cavalos de qualidade e faz parte de uma excelente equipe."
Ídolo - A popularidade de Rodrigo, de 26 anos, na Europa mostra que ele já não depende do sobrenome. Sua foto ilustrou cartazes, programas e a página da Internet, no material de divulgação da Copa. Os jornais suecos estiveram repletos de artigos sobre o brasileiro e cada posto de venda de livros do estádio Scandinavium - com capacidade para 10 mil pessoas - tinha alguma publicação em que Rodrigo aparecia. O brasileiro foi alvo até de tietagem, como um ídolo de rock, algo incomum no refinado ambiente do hipismo. Quando andava pelo estádio, era acompanhado por gritinhos das fãs.
Os cinco primeiros na Copa do Mundo: 1.º) Rodrigo Pessoa/Gandini Baloubet du Rouet (Brasil), 4 pontos perdidos; 2.º) Coyle Trevor/Cruising (Irlanda), 5,5 pp; 3.º) René Tebbel/Radiator (Alemanha), 8,25; 4.º) Beat Maendli/Pozitano (Suíça), 11,5; 5.º) Michael Whitaker/Virtual Village Ashley (Inglaterra), 15.

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