Rodrigo encerra na liderança um ano vitorioso
São Paulo, 17 (AE) - Rodrigo Pessoa não pode reclamar de 1999. Depois de conquistar, em abril, o bicampeonato da Copa do Mundo, o cavaleiro chegou ao topo do ranking mundial em novembro e vai terminar o ano sem perder a posição. Tendo conseguido regularidade nos concursos de Berlim e Genebra, os últimos que disputou, o cavaleiro ampliou sua vantagem em relação ao segundo colocado no ranking divulgado hoje pela Federação Equestre Internacional (FEI). Agora, tem a certeza de que vai terminar o ano como o número 1 do mundo.
O cavaleiro, que também é o atual campeão mundial (torneio realizado em Roma, em 1998), soma 4.046,2 pontos no ranking da FEI. O alemão Ludger Beerbaum aparece em segundo (3.611,6) e o suíço Willi Melliger na terceira posição (3.293,9). O ranking é válido por um ano - a contagem começou em 14 de dezembro de 1998 e o brasileiro encabeça a lista dos 400 melhores do mundo.
Na lista anterior, divulgada em novembro, o cavaleiro tinha 3.667 pontos, uma vantagem de 233 sobre Willi Melliger. Rodrigo ampliou a diferença para 434,6 pontos e o suíço caiu para a terceira posição.
De férias em Courchevel, uma das mais badaladas estações de esqui do mundo, na França, Rodrigo ficou muito satisfeito com a notícia. "Não sei quantas vitórias eu tive, mas o mais importante foi chegar e conseguir terminar o ano como líder do ranking mundial, o que parecia uma meta impossível", disse o cavaleiro.
Acrescentou que foi muito bom ter atingido o objetivo traçado no início da temporada porque, para chegar ao topo, teve de abrir mão de competir nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg com a equipe brasileira que ganhou a medalha de ouro. "Optei por não perder provas importantes na Europa", observou. "Apesar de difícil, a escolha não poderia ter sido melhor, já que fomos campeões em Winnipeg com uma brilhante equipe e cheguei ao topo do ranking", frisou. "Quem ganhou foi o hipismo brasileiro."
Mesmo com uma excelente campanha, o hoje ídolo na Europa acha que não terá, no Brasil, a mesma popularidade de esportistas como Gustavo Kuerten, do tênis, por exemplo. "Ao contrário do que ocorre na Europa, no Brasil o hipismo não tem a mesma repercussão de outros esportes."





