O atacante Rodrigo Jorge Silva, 18 anos, não pensava em ganhar tanta notoriedade vendo o seu nome envolvido em um leilão da Justiça Trabalhista. O jogador, de 1,73 m e 66 quilos, nascido em Dourados do Sul (MS), esperava que os seus 18 gols marcados no Campeonato Paranaense de Juniores em 98, cujo título ficou com o Londrina, fossem o passaporte para uma projeção no futebol profissional do clube ou até de uma futura convocação para a seleção brasileira da modalidade.
Rodrigo conta que viveu um pesadelo nos últimos dias. ‘‘Não posso negar que o fato de ir a leilão me tirou o sono’’, revela. Ao tomar conhecimento do fato, sentiu um misto de humilhação e revolta. ‘‘Fiquei bastante chateado de ser leiloado em meio a trator, carro importado e jaquetas jeans. É decepcionante ser tratado como uma mercadoria.’’
Distante dos familiares - o pai Roldão Silva, a mãe Maria Jorge Leide Silva e a irmã Karoline moram em Fátima do Sul (MS) - Rodrigo mora no alojamento do clube, no Estádio VGD. O pai, quando soube da notícia, aconselhou o filho a abandonar a carreira. ‘‘Ele ficou chateado e pediu que arrumasse a mala e fosse embora para casa. Como sou uma pessoa perseverante e quero vencer na vida, disse a ele que não iria desistir da carreira’’, diz o atacante, não escondendo que chegou em pensar em jogar no Atlético-PR. ‘‘Seria a oportunidade de num clube de maior projeção e eu faria tudo para agarrá-la.’’Mario CesarDesabafoRodrigo ontem no VGD: ‘Fiquei bastante chateado de ser leiloado em meio a trator, carro e jaquetas jeans’Claudemir Scalone

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