Rodrigo Bastos confiante para Jogos de Atenas
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terça-feira, 20 de julho de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Se ele estiver certo, o Brasil voltará a ter uma medalha olímpica no Tiro em breve. Rodrigo Bastos, único brasileiro na modalidade em Atenas, evita prometer uma conquista nestes Jogos, mas avisa: ''Só me falta a medalha olímpica. Sei que terei uma até encerrar a carreira. Espero que seja agora.''
Campeão mundial em 1987, sétimo nas Olimpíadas de 88 e prata nos Pan-Americanos do ano passado, o paranaense de 36 anos não esconde sua ambição. Depois de ter igualado o recorde olímpico a apenas um acerto do recorde mundial o brasileiro só não é favorito em Atenas por uma razão: no Tiro, não há favoritos. ''O Tiro é como o Xadrez. Qualquer bobeada você perde.''
Na história das Olimpíadas, a primeira medalha de ouro do Brasil veio no Tiro, em 1920, com Guilherme Paraense. No mesmo ano, a equipe brasileira conseguiu ainda uma prata e um bronze. Desde então, nenhum outro atirador brasileiro subiu a um pódio olímpico.
Rodrigo está preparado para o desafio. Desde o Pan, em agosto de 2003, pôde se afastar da carreira de dentista que o tirou dos torneios entre 1992 e 2002 e dar atenção integral ao esporte. ''Tenho mais três Olimpíadas pela frente. Sei que muito em breve terei excelentes resultados'', diz ele.
O técnico Eduardo Oliveira, 56, que o acompanhará em Atenas, aponta a velocidade como diferencial de Rodrigo. ''Ele é muito rápido. E agora está mais experiente'', diz.


