O rodízio dos goleiros do Paraná Clube entre
Felipe, Ney e Rodolfo mal começou e já começa a ser questionado. Depois da boa apresentação de Ney contra o Cascavel, domingo, que culminou com a defesa de um pênalti, o atleta começa a ser o favorito para vestir a camisa 1. Desde o ano passado, o Paraná vive uma instabilidade no gol, principalmente após a queda para Série B, em 2007, quando o clube viveu momentos difíceis com Flávio e Marcos Leandro.
Ney foi contratado junto ao Vitória para colocar ordem na defesa depois que os seus antecessores Mauro - que em sua estreia levou um gol do goleiro do Avaí e colocou a culpa no vento que soprava em Florianópolis -, além de Gabriel e Fabiano Heves, não se firmaram. Mas Ney foi substituído momentos antes da estreia do Tricolor no Paranaense, contra o J.Malucelli, pelo jovem Felipe, que falhou em dois dos três gols sofridos.
Perguntado se a partida contra o Engenheiro Beltrão, quinta, às 19h30, será sua última antes de entregar a camisa para o júnior Rodolfo, Ney foi polido. "Preciso agradecer o Renato (Secco, preparador de goleiros) por isso. Ele estuda bastante os adversários e em momentos importantes, como a cobrança de um pênalti, a gente tem boa condições", afirmou. Ontem, na reapresentação, não houve quem confirmasse a continuidade do rodízio.
E se o técnico Paulo Comelli tenta resolver o problema debaixo do gol, o ataque também está devendo. Wellington Silva, Abuda e Peterson ainda não balançaram as redes. Os três gols, diante de Paranavaí e Cascavel, foram marcados pelo meia Lenilson e o ala-direita Murilo.
Para Lenilson, o mais importante é a vitória. Mas ele não nega que já teve experiência anterior jogando mais à frente e pode repeti-la. "Já havia conversado sobre essa possibilidade de jogar mais avançado, e deu tudo certo. Tenho a confiança do treinador e quando a gente tem a confiança, as coisas saem mais naturalmente", disse.
O ala-direito Murilo disse que em pouco tempo o setor vai engrenar. Sobre o início de campeonato, quando Comelli pediu um prazo de quatro partidas antes de começar a ser cobrado, Murilo foi taxativo. "A tendência é que o time melhore a cada rodada. Com bom entrosamento estaremos crescendo no campeonato", afirmou.
Ontem, nenhum dos três atacantes quis falar. Clênio e Osmar, em recuperação médica, e Wando,
recuperando a condição física, também preferiram o silêncio.

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