São Paulo, 22 (AE) - Depois de 116 jogos - 110 na etapa de classificação e 6 na segunda fase -, a Superliga Feminina de Vôlei define, a partir de amanhã, os dois times que vão lutar pelo título da competição. Os dois playoffs semifinais, numa série melhor-de-cinco jogos, reúnem quatro das cinco maiores forças do esporte - só o Flamengo, das atacantes Virna e Leila, ficou fora. Sem favoritos, o Blue Life/Pinheiros recebe o Rexona
a partir das 20 horas, no Ginásio Poliesportivo do Pinheiros, enquanto o MRV/Minas joga contra o BCN/Osasco, às 20h30, em Belo Horizonte, com transmissão pela SporTV.
Empolgados com a classificação, obtida ao vencer os triangulares da segunda fase, Pinheiros e Minas estão embalados, com ritmo de jogo. Por isso mesmo, querem tirar proveito da sequência de partidas para tentar surpreender o Rexona e o BCN, que conseguiram as melhores campanhas da etapa classificatória e estão há 20 dias sem jogar. "Com certeza, as jogadoras do meu time estão mais ligadas", afirma o técnico Ari Rabello, do Pinheiros, atual campeã paulista. "Mas vantagem é relativa porque teremos um playoff de cinco jogos pela frente e o Rexona tem um time muito forte."
No Rexona, algumas atletas admitem que a equipe pode sentir a falta de ritmo de jogo. A meio-de-rede Karin lembra que o time paranaense fez apenas um amistoso, contra o Londrina, no tempo em que não participou da Superliga. "O jogo-treino contra o Londrina foi muito fácil e não serviu como teste", comenta. "O Pinheiros tem um bom volume de quadra e é difícil a gente fazer a bola cair do lado delas, mas acredito numa vitória do Rexona."
RESPEITO - No MRV/Minas, o técnico William Carvalho está mais preocupado em quebrar um tabu: o BCN foi o único time que a equipe mineira não venceu na competição. A maior preocupação do treinador é com a defesa, em virtude do poderio de ataque adversário, que conta com a norte-americano Danielle Scott, um dos destaques do torneio. "Temos de ter muita atenção", lembra William, atual campeão brasileiro com a extinta Uniban. "Vamos tentar fazer também a nossa parte, caprichando em todos os fundamentos." O técnico Sérgio Negrão, do BCN, espera equilíbrio em seu playoff. Ele acha que o Minas evoluiu muito no segundo turno e deve impor muitas dificuldades. "A entrada da Rosângela no lugar de Vera Mossa, contundida, deu um maior poder ofensivo para a equipe", diz o treinador. "Perdeu um pouco na recepção, mas ganhou muito no bloqueio e no ataque."

mockup