São Paulo - A decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de colocar na 38. e última rodada do Campeonato Brasileiro os principais clássicos de cada Estado resolveu um problema esportivo, ao inibir as ''marmeladas'', e trouxe emoção à competição. Por outro lado, a enxurrada de confrontos decisivos e com alto teor de rivalidade nestas partidas causa preocupação aos agentes de segurança.
Por isso, em Sete Lagoas (MG), em Curitiba, em Porto Alegre e, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, as forças de segurança pública armaram um esquema especial para o domingo com potencial tão explosivo quanto emocionante.
O clássico do Pacaembu entre Corinthians e Palmeiras mobilizou a Polícia Militar paulista a dobrar o efetivo para o jogo. Preocupada com a segurança principalmente dos cerca de 2.000 palmeirenses que estarão no estádio como visitantes, em uma potencial festa corintiana pelo título nacional.
O 2.º Batalhão de Choque da PM dobrará o número de homens trabalhando na partida. Em vez dos 150 de praxe para jogos em São Paulo, 300 estarão de prontidão para evitar confrontos dentro e nos arredores do estádio municipal. Há também uma preocupação em evitar que haja confrontos entre torcedores em outros pontos da cidade, como estações de metrô e terminais de ônibus.
Para tentar prevenir isso, a PM realizou nesta sexta-feira um encontro com do representantes da SPTrans, do Metrô, da CPTM, da subprefeitura da Sé e também da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Cerca de 3.500 policiais deverão estar de serviço nas ruas de São Paulo neste domingo justamente por causa do jogo.
No Rio de Janeiro, a Polícia Militar também armou esquema especial para fazer a segurança no clássico entre Vasco e Flamengo. O esquema, idealizado pelo Grupamento Especial de Policiamento de Estádios, prevê a escolta das duas torcidas até o Engenhão.
Entre as outras cidades onde haverá clássicos, Curitiba talvez seja a que mais saiu de seu esquema habitual de segurança. Para o ''Atletiba do século'', como está sendo chamado o confronto na Arena da Baixada, que pode ter o Coritiba classificado para a Libertadores e o Atlético Paranaense rebaixado para a Série B, cerca de 900 policiais farão a segurança - o dobro do que normalmente a PM usa em clássicos na capital paranaense e o maior efetivo já destacado para uma única partida de futebol.
Em Sete Lagoas, onde o Atlético Mineiro joga para tentar rebaixar o arquirrival Cruzeiro, serão deslocados 300 policiais militares para lá, dos quais 150 para o interior do estádio e 150 para a área externa. Também reforçam os trabalhos 54 agentes do Corpo de Bombeiros e 12 policiais civis. Por recomendação da PM mineira, o jogo terá apenas a torcida cruzeirense dentro do estádio - o mando do jogo é do Cruzeiro -, que já comprou todos os 18.500 ingressos colocados à venda.
Até em Porto Alegre, onde o Gre-Nal só interessa basicamente ao lado vermelho do Rio Grande do Sul - o Internacional tem chances de ir à Copa Libertadores da América - a Brigada Militar terá 250 homens trabalhando. Além deles, o próprio Internacional contratou 400 seguranças particulares para garantir a paz dentro do estádio Beira-Rio no confronto contra o Grêmio.

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