Rodada define classificados e rebaixados
São Paulo - Terminar entre os quatro primeiros e obter vantagem na próxima fase, garantir classificação para as quartas-de-final ou fugir do rebaixamento à Segunda Divisão. A última rodada da primeira fase do Brasileirão, o superdomingo, terá muitos atrativos. Em 32 anos de história da competição nunca se viu jornada tão disputada e emocionante. Dos 26 participantes, 18 deles têm objetivo a alcançar.
Os clubes paulistas, presentes nas últimas nove decisões conquistaram quatro títulos , mais uma vez estão em evidência. Três estão garantidos São Paulo, São Caetano e Corinthians dois lutam por vaga Santos e Ponte Preta e dois brigam para não cair Portuguesa e Palmeiras. A disputa contra o rebaixamento inclui, ainda, três campeões: Internacional (1976, 77 e 79), Bahia (88) e Botafogo (95). O Paraná também vive essa situação de desespero. O Gama já caiu.
No topo da tabela o São Paulo já garantiu, matematicamente, o primeiro lugar e terá o privilégio de jogar, até a decisão, com vantagem de dois empates e de fazer o segundo jogo no Morumbi. O São Caetano é vice-líder empatando mantém a posição e o Corinthians, atualmente em terceiro, confirma presença entre os quatro melhores sem vencer o Vasco. Juventude e Atlético Mineiro, também classificados, e Santos e Grêmio ao lado do Fluminense completam os oito primeiros brigam para ficar entre os quatro primeiros.
A missão da equipe santista, contudo, é indigesta. Da mesma forma que pode terminar até em terceiro lugar, corre o risco de ser eliminada. Os Meninos da Vila, que trouxeram de volta o futebol moleque, de dribles desconcertantes e tabelas envolventes, marca da época dourada de Pelé, Coutinho, Mengálvio, Dorval, Pepe e cia., precisa pontuar contra a sensação dos últimos três anos, o São Caetano.
Com a calculadora na mão estão Coritiba, Goiás, Cruzeiro, Vitória e Ponte Preta. A equipe paranaense apareceu em grande parte da competição entre os classificados. Deixou a posição na última rodada quando acabou surpreendida, em seus domínios, pelo Figueirense: 2 a 1. Agora a vitória não basta. É necessário torcer por tropeço de rivais. A situação é semelhante a vivida por Goiás e Cruzeiro, que se enfrentam. Para Vitória e Ponte Preta resta um milagre. Precisam dos três pontos e de cálculos mirabolantes. Têm de torcer por derrota dos concorrentes e por um empate entre Goiás e Cruzeiro.
Entre os times com a corda no pescoço, que lutam para não dar vexame histórico, quatro jogam por vitória simples: Paraná, Bahia, Portuguesa e Palmeiras. Na teoria, a Lusa levaria pequena vantagem pelo fato de ser a mandante diante dos baianos. Porém, a interdição do Canindé por causa de incidentes no duelo contra o Atlético Paranaense acabou colocando o duelo em campo neutro. Por ironia, Candinho, o técnico mais querido do clube, (cinco passagens pelo Canindé) pode ser seu maior algoz. Atualmente ele comanda o Bahia.
Inter e Botafogo estão pagando pelo que fizeram em 99 quando conseguiram, na Justiça, se livrar da queda. Na época, usaram o caso Sandro Hiroshi (falsificou a idade) para se apossarem de pontos contra o São Paulo. Agora, precisam vencer e torcer por combinação de resultados.





