Imagem ilustrativa da imagem Robson Conceição busca ouro inédito
| Foto: Yuri Cortez/AFP
"Viemos aqui para buscar a medalha", prometeu o pugilista



Rio de Janeiro - Na noite anterior às suas lutas, Robson Conceição, de 24 anos, costuma ficar sozinho num canto, mentalizando os golpes que irá desferir quando o combate for à vera. Às vezes faz isso deitado, no escuro. Às vezes, no banho. Dá socos imaginários na água e simula movimentos de esquiva. Tudo para manter o foco.
Nesta terça-feira (15), Conceição fará a luta mais importante de sua vida. Disputará a final do peso ligeiro (60 kg) na Olimpíada, contra o francês Sofiane Oumiha, 21, sexto no ranking, às 19h15, no pavilhão 6 do Riocentro. Se vencer, leva ouro inédito para o Brasil no esporte.
Ele costuma ouvir música evangélica nos dias que precedem o combate e também minutos antes de subir no ringue. O pugilista não é evangélico. Acredita em Deus e usa o poder motivador do gospel para lhe dar inspiração.
Conceição chega à final após dois duros ciclos olímpicos. Estreante em Pequim-08, perdeu na primeira luta. Em Londres-12, cotado para ser medalhista, repetiu o desempenho.
O foco no ouro é total e o atleta tem crescido com a torcida. Após passar para a semifinal, o treinador Cláudio Aires disse que não havia espaço para comemoração.
"A comemoração vai ser no treino. Não ficamos de passeio pela Vila dos Atletas ou no shopping. Viemos aqui para buscar a medalha. Depois aproveitamos a cidade", afirmou.

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