São Paulo, 28 (AE) - Que o velocista Róbson Caetano voava nas pistas, todos já sabiam. O que muita gente não sabe é que o corredor, ganhador de duas medalhas de bronze olímpicas (uma nos 200 metros nos Jogos de Seul e outra no revezamento 4x100 em Atlanta), também voa com a ajuda de uma asa-delta, participando inclusive de campeonatos oficiais.
"Meu primeiro contato com o vôo livre foi há oito anos, no Rio, quando fui convidado por um amigo para um vôo duplo", conta. "Foi o suficiente para eliminar todos os meus fantasmas sobre o esporte." Róbson disse que não sentiu medo, mas afirma que não sabe descrever a sensação de voar. "Só quem experimenta sabe o que é."
A paixão foi instantânea e Róbson começou a participar de aulas para poder fazer vôos solo. Aprendeu os segredos de como decolar, voar, aprendeu técnicas para ganhar altura e pousar com segurança. "Não tive medo na primeira vez que voei sozinho porque havia feito muitos treinos subindo o morrinho na área de decolagem."
A nova atividade, diz Róbson, nunca entrou em conflito com sua carreira de corredor. "Vôo sempre que tenho tempo, mas quando estou próximo de competições importantes, como agora, que inicio a preparação para a Olimpíada de Sydney, a frequência diminui muito porque os treinos passam a tomar muito tempo."
O velocista admite que o esporte tem seus perigos. "Mas quando você faz com consciência, sem gracinhas, com seriedade, não há problema", diz. "O importante é checar o equipamento e observar as medidas de segurança."

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