Boston - Naquele que pode ser considerado um dos piores primeiros tempos da história da seleção brasileira, na derrota por 2 a 0 para a Venezuela, Dunga teve uma certeza: Robinho não funciona como armador. O técnico deixou claro, depois da partida, que dificilmente voltará a escalar o Rei das Pedaladas no meio-de-campo, distribuindo o jogo.
''Robinho pode jogar em várias posições, mas ele rende mais no ataque. A tendência é não mudar em relação àquilo em que ele rende mais'', disse o treinador. Dunga foi adiante. Não escondeu que Robinho tem lugar cativo no ataque da seleção. ''Vou ter é que escolher outro atacante'', disse, deixando no ar que Adriano e Luís Fabiano são os candidatos. ''Alguém vai ter que sobrar''.
Robinho está mesmo cheio de moral na seleção. Ele é o único jogador com mais de 23 anos na lista de 12 nomes relacionados para um amistoso no dia 22, ainda sem local e adversários definidos. Disputado logo depois das difíceis partidas pelas Eliminatórias contra Paraguai (dia 15) e Argentina (18), o amistoso servirá como preparação para a Olimpíada de Pequim - outros dez jogadores com menos de 23 anos e que atuam no Brasil serão convocados esta semana.
O ''veterano'' Robinho, com 24 anos, parece tem lugar garantido entre os três com idade acima do limite para a competição. ''Essa é a vontade dele'', destacou Dunga. ''Robinho vem ganhando espaço, sem dúvida''.
Na tentativa de minimizar os estragos da derrota para os venezuelanos, Dunga disse ainda que ''às vezes, quando se ganha se comete mais erros do que quando se vence''. É por isso que ele garante que não haverá maiores sequelas na volta aos treinos, amanhã, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), visando os dois jogos pelas Eliminatórias.

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