Bergisch Gladbach - Em 1958, na Suécia, na única Copa conquistada pelo Brasil na Europa, as dificuldades de triunfar em território hostil começaram a ser quebradas dentro da própria concentração. Por influência dos jogadores, Pelé e Garrincha entraram a partir do terceiro jogo para encantar e conquistar o mundo. A história se repete, 48 anos depois, com personagens e roteiro renovados. Herdeiro de Pelé no Santos, pela precocidade e pelo topete que denota atrevimento, Robinho se impõe pelo próprio futebol e pela vontade dos companheiros. A movimentação que o atacante leva para dentro de campo é parecida com a que já se percebe nos bastidores para torná-lo, enfim, titular.
''Robinho tem características diferentes. Ele se mexe mais pelo lado e isso dá muita opção para o meio-campo. É muito bom jogar com ele também'', disse Ronaldinho Gaúcho após a goleada sobre o Japão. Sobrecarregado nos dois primeiros jogos na função de ajudar a defesa e se aproximar do ataque, Kaká também fica mais confortável ao lado de Robinho.
Diante de adversários que congestionam a defesa, dois atacantes fixos como Adriano e Ronaldo acabam ficando presos no engarrafamento. Sempre que Robinho entrou, os espaços apareceram. No trânsito, os veículos leves levam vantagem. Com a ousadia e o sotaque de um motoboy, o ex-jogador do Santos sempre acha uma saída. (Agência O Globo)

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