Teresópolis - A novela entre CBF e Real Madrid por Robinho teve final feliz, mas para os madrilenos. Como um ator canastrão, o clube teve de representar para encerrar o imbróglio e não deixar a entidade desmoralizada.
Ontem, os espanhóis enviaram fax ao presidente Ricardo Teixeira pedindo ''desculpas pelos transtornos'' causados por não liberarem o atleta para a seleção. Pelas normas da Fifa, que regulam a relação entre clubes e seleções, Robinho deveria ter se apresentado na quarta-feira a Teresópolis, como desejava a CBF.
A entidade, então, enviou comunicado à Fifa e à federação espanhola informando que o jogador não se apresentou. Esperava que a Fifa cumprisse o que está as regras internacionais do futebol, e em seu estatuto, e não autorizasse Robinho a atuar amanhã, contra o Mallorca, em jogo que vale o título do Campeonato Espanhol.
Mas isso não ocorreu. A Fifa não o proibiu de entrar em campo. Informou que agiria como mediadora do caso para agradar às duas partes. Robinho estava liberado, como queria o Real. Faltava atender o desejo da CBF. Então veio o comunicado, que continha a observação ''privado e confidencial'', mas foi divulgado rapidamente aos jornalistas.
A sequência da novela teve ainda um outro jogo de cena em seu capítulo final. Segundo a CBF, Robinho telefonou ao presidente da CBF pedindo sua liberação.
Como consequência da liberação de Robinho, o lateral-direito Daniel Alves também poderá defender seu clube, o Sevilla, no próximo sábado, na final da Copa do Rei espanhola. Ele deixará a Granja Comary na quarta-feira e se reapresenta já na Venezuela, no dia 25.

mockup